A Saga Crepúsculo: Lua Nova

Você já deve ter pela experiência de tentar assistir televisão enquanto duas ou três pessoas ficam conversando ao seu lado. Agora imagina mais de 250 pessoas gritando numa sala de cinema enquanto você tenta prestar atenção a um filme de duas horas e dez minutos de duração. Isso foi o que aconteceu na estreia de A Saga Crepúsculo: Lua Nova, ou seja, uma total falta de educação. As pessoas da sala não sabiam respeitar nem a obra que tanto adoram. Esse tipo de desorganização não acontece com outras franquias como Harry Potter ou Homem-Aranha. Como fã das três sagas, começo a perceber que a maioria absoluta dos ditos “fãs” da Saga Crepúsculo está lá (na sala de exibição) para ver homens sem camisa.
Feita a crítica aos fãs, vamos à crítica à obra. A Saga Crepúsculo: Lua Nova, a tão esperada adaptação cinematográfica da segunda parte da obra vampiresca de Stephenie Meyer chegou com tudo nos cinemas de todo o mundo. Os recordes foram vários, mas o mais impressionante foi o de maior arrecadação de abertura: nada menos que 72,7 milhões de dólares, ultrapassando Batman -- O Cavaleiro das Trevas, que ocupava o primeiro lugar com 67,2 milhões.
Desta vez Bella Swan (Kristen Stewart) se vê só na monótona cidade de Forks quando a família de seu namorado -- e vampiro -- Edward Cullen (Robert Pattinson) decide ir embora da cidade. Em meio a uma grande melancolia, Bella ainda é perseguida pela terrível vampira Victoria (Rachelle Lefevre) e encontra forças para suportar o abandono de seu amado em sua amizade com Jacob Black (Taylor Lautner), que também se encontra em fase de mudanças.
A roteirista Melissa Rosenberg, produtora e roteirista do seriado Dexter, realizou um trabalho dificílimo ao adaptar o livro para as telas. Lua Nova, o livro, é conhecido entre seus fãs como o pior livro da série, não necessariamente por ser ruim, mas devido à sua monotonia que, na minha opinião, é necessária. Por contar a história de Bella quando esta se encontra sem um sentido para sua vida, a história é arrastada, sem muitos acontecimentos que não fossem a rotina e os sofrimentos internos da personagem principal. Como o filme não poderia seguir o mesmo rumo, Melissa acrescenta ao roteiro cenas de ação e outros acontecimentos que só são citados na obra original pois, como, no livro, a história nos é contada pela própria Bella, só vemos o que a personagem vê. Isso enriquece muito o filme e evita que o mesmo se torne linear demais, o que seria prejudicial. Foi possível até mesmo fazer com que Edward não ficasse fora de cena na maior parte do tempo, o que acontece no livro de Stephenie Meyer. Ao invés de Bella só ouvir o vampiro em sua mente, ela passa a vê-lo. Foi uma forma de atender ao “pedido” da produtora (que não queria perder em bilheteria devido à pequena participação de Pattinson) e de tornar mais entendível o fato de que Bella estava tendo alucinações.
Apesar de tudo isso, o roteiro comete algumas falhas conjuntas com a direção e o elenco. Diferentemente ao filme anterior, a sequência tropeça bastante nas cenas de Isabella Swan e Edward Cullen, o casal principal. Kristen Stewart (O Quarto do Pânico) e Robert Pattinson (Harry Potter e o Cálice de Fogo), intérpretes dos dois personagens principais, não chegam nem perto de atingir a química necessária entre seus personagens. O que em Crepúsculo estava excelente passa a ser muito estranho. Pattinson interpreta um Edward carrancudo a todo momento, o que não se parece em nada com o original. Kristen fala muito pausadamente, tentando passar emoção demais, e o resultado é bastante negativo. Fora isso, Chris Weitz (American Pie) e sua equipe não dão mais a mínima para as aparências, pois não tentam mais disfarçar a idade de Pattinson, que deveria aparentar ter os eternos 17 anos de Edward, assim como sua irmã Alice, interpretada por Ashley Greene (Crepúsculo).
Falando em Weitz, deve-se considerar que estas são duas das poucas, mas graves, falhas do diretor. Ele faz muito bonito quando o assunto é a parte técnica do filme, assim como o fez no belo A Bússola de Ouro. Os cenários conseguem ser ainda mais fiéis ao livro do que o filme anterior -- destaque para Volterra e a sede subterrânea dos Volturi. A fotografia também está maravilhosa e os efeitos especiais estão infinitamente melhores, apesar de ainda não poderem se igualar aos de outras superproduções cinematográficas, o que seria até injusto. A Saga Crepúsculo: Lua Nova teve um custo de 50 milhões de dólares, o que é muito pouco para um produções que exigem muito efeitos gráficos. Para se ter ideia, Harry Potter e o Enigma do Príncipe (David Yates) e Transformers: A Vingança dos Derrotados (Michael Bay) tiveram orçamentos que ultrapassam os 200 milhões de dólares cada. Weitz só teve 13 milhões a mais que Katherine Hardwicke (Aos Treze), diretora de Crepúsculo, e fez algo muito superior. Não só nos efeitos, mas também nas contratações.
Os novos atores da saga fazem um trabalho impecável. Desses deve-se destacar dois: Michael Sheen (Frost/Nixon) e Dakota Fanning (Guerras dos Mundos). Sheen interpreta um dos três líderes do clã Volturi, Aro, e Dakota faz a “jovem” Jane. Com pequenas participações, mas de grande importância para o futuro da cinessérie, os dois dão uma demonstração do que virá nos próximos filmes. Já dos atores que estavam no primeiro filme, há um a se destacar: Taylor Lautner (Doze é Demais 2). O jovem ator de 17 anos, que interpreta Jacob Black, o melhor amigo de Bella, era incerto para fazer a adaptação de Lua Nova devido à grandes mudanças físicas que ocorrem em seu personagem, exigindo um ator mais alto e bem mais musculoso. Lautner conseguiu ganhar 17 quilos de massa muscular durante o periodo entre as gravações dos dois filmes e ganhou o papel. Além de todo esse esforço, Taylor interpreta muito bem e é, dos tres atores principais, o mais talentoso até aqui.
Algo que não se pode negar é a superioridade de A Saga Crepúsculo: Lua Nova ao seu antecessor Crepúsculo. Mas esta sequência poderia ser muito melhor do que foi devido a alguns erros que poderiam ser corrigidos sem muito trabalho. Se Weitz também fosse diretor do próximo filme da saga, eu apostaria em seu sucesso, devido ao excelente trabalho que o diretor realiza em cenas de ação e efeitos especiais. Mas vamos esperar para ver o que David Slade (30 Dias de Noite), contratado para assumir a adptação aos cinemas de Eclipse, pode fazer além de filmes de terror e suspense, como o chato MeninaMá.com.

Publicado por: Leonardo Gadêlha -- www.cinematuto.blogspot.com

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Avatar

Alguns posts atrás, eu comentei que não deveria esperar muito de um filme cujo trailer tinha somente uma fala (e era uma fala estúpida: “This is great”) e só cenas de ação. Foi bom pensar assim, porque com baixas expectativas, Avatar me surpreendeu. Não muito, mas surpreendeu.

A história se passa em Pandora, no ano 2154 (da Terra). Pandora é um satélite do planeta Polyphemus, que orbita a estrela Alpha Centauri A. Uma corporação investiu muita grana para extrair um metal, o unobtanium (unobtainable = inobtível), que vale milhões de dólares o quilo. Lá, encontraram resistência do povo nativo, os Na’vi, que são azuis. Para tentar diminuir a resistência dos Na’vi, e conhecer melhor a natureza do planeta, a corporação tem uma equipe de cientistas que desenvolveu os Avatares, corpos com DNA Na’vi e humano, que são “pilotados” pelos humanos cujo DNA foi usado. Um destes pilotos foi assassinado antes de ir para Pandora, então seu irmão gêmeo, Jake Sully, um ex-fuzileiro naval, foi chamado para tomar seu lugar, já que seu DNA é igual.

O roteiro não tem nada intrinsicamente novo. É a história do invasor que se une aos nativos injustiçados, motivado pelo seu amor por uma nativa e por sua compreensão da cultura local. O único personagem que se transforma, nessa história, é próprio Jake Sully, que no começo é um soldado entre cientistas, com pouco interesse pelo povo Na’vi.

Um ponto interessante do filme é que ele conta a história da mineração, mas num nível interplanetário. O que a corporação está fazendo em Pandora é o mesmo que foi feito na África e na América durante muito tempo: as corporações dos países ricos localizavam grandes reservas minerais e de pedras preciosas e expulsavam os nativos. Ainda bem que hoje em dia isso mudou. Pelo menos na minha experiência com mineradoras, vi que o trabalho de relacionamento com as comunidades é muito sério. Claro que facilita quando você tem algo a oferecer que interesse a essas comunidades. No caso dos Na’vi, nada que os humanos pudessem oferecer lhes interessaria, tudo o que eles queriam era continuar no lugar deles.

A referência mais próxima que eu tenho para os Na’vi são os elfos. Eles têm alguns aspectos que se parecem com estereótipos de tribos nativas africanas, mas com uma leveza e elegância élfica. Por outro lado, sua ligação com a natureza não é mística, como a dos elfos. Eles literalmente conectam seus neurônios com os dos outros seres vivos. Isso lhes dá uma compreensão holística da natureza, e eles entendem o papel de cada ser vivo no mundo. Isso me lembrou os elfos da série Eragon, que como parte do treinamento têm de aprender a sentir os outros seres e se conectar a eles. Por falar em Eragon, a floresta de Pandora é muito parecida com o que imaginei de Ellesméra.

Eu disse que o roteiro fraco, mas ainda assim ele é bem amarrado. Detalhes que são apresentados no começo do filme são retomados de forma importante mais tarde, então não tem nada sobrando. Os diálogos não se destacam, mas algumas falas de efeito do Quaritch, chefe de segurança e vilão principal, são boas, no nível de “Adoro o cheiro de napalm pela manhã”.

Os efeitos são, naturalmente, surpreendentes. Na minha opinião, o filme quase pode ser considerado uma animação, já que praticamente tudo é computação gráfica. Todo o cenário da floresta é CG, os personagens Na’vi são CG, os helicópteros e armas são CG. Ainda assim, boa parte do filme foi rodado da Nova Zelândia, local que, como sabemos desde O Senhor dos Anéis, tem paisagens que se prestam muito bem a esse fim. As próteses e props e objetos de cena foram feitos pela WETA Workshop, a mesma que fez armas e armaduras para O Senhor dos Anéis.

Postado também em http://geladeiraoraculo.blogspot.com

Publicado por: Toni

Cameron Conseguiu Mais Uma Vez!

James Cameron revolucionou o cinema uma vez com “O Exterminador do Futuro”, revolucionou novamente, com “Titanic” e agora, mais uma vez, ele revoluciona, não só o cinema, mas também a indústria de efeitos visuais, com “Avatar”. Sem Cameron, o cinema não seria o mesmo. É incrível a técnica usada neste filme. É um dos filmes com melhores efeitos visuais já feitos, na minha opnião, e com certeza, ganhará o Oscar(de efeitos visuais). O mundo de Pandora é tão bem criado, que em certas vezes achamos que aquele mundo realmente existe. Vemos blocos de terra voando, vemos animais esdrúxulos, e uma fauna fora da realidade, que acende no escuro, e isto tudo parece cabível e real, devido a magnitude dos efeitos. Na verdade, não só dos efeitos, tudo, num conjunto, forma esta obra magnífica, que merece ser lembrada para sempre, como “Titanic” e “O Exterminador do Futuro”. Aliás, voltando a Pandora, cada folha, cada árvore, cada espécie e o dialeto dos Na’vi foram criados um a um, com todo o carinho e dedicação de Cameron, e o resultado vemos em tela. Ainda bem, que o primeiro filme do ano de 2010 que assisti, foi “Avatar”. Começei o ano com pé direito! Aliás, tudo na parte técnica merece destaque, tudo. Desde os fabulosas e inacreditáveis efeitos especiais, passando pela trilha sonora, que cumpre o seu papel de realçar os sentimentos, até a criação, dos Na’vi e dos Avatares. Isto, também merece destaque. A começar pelos movimentos dos personagens, onde foi usada a captura digital, o que permite melhor interpretação e muito mais naturalidade e veracidade aos “bonecos”. Outro avanço que “Avatar” traz são os olhos dos personagens, que antes eram a parte mais difícil, James Cameron, aqui, consegue uma enorme profundidade nos olhos de seus personagens. Impressionante! James Cameron dirige, perfeitamente, e escreve “Avatar”. Na verdade, Cameron consegue a proeza de inventar uma história simples, e transformá-la numa coisa tão bela, e com o seu modo narrativo, inovadora. No elenco, temos Sigourney Weaver, numa interpretação incrível, como a cientista apaixonada por Pandora. Também vemos Michelle Rodriguez, como a piloto das naves de batalha, também muito bem. Enfim, parabéns a James Cameron por revolucionar mais uma vez o cinema e parabéns a todos os envolvidos neste filme, por terem realizado um trabalho tão primoroso. A história: Um homem paraplégico é enviado, por meio de seu Avatar, para a selva de Pandora, para conquistar a confiança do povo Na’vi, e convencê-los a se retirarem de lá, para os militares poderem explorar uma pedra que há em baixo da tribo deles. Mas tudo se complica, e as coisas começam a piorar…. Vale muito, muito a pena!

Publicado por: Selton Dutra Zen -- cdecinema.blogspot.com

Vergonha Brasileira!

Há filmes, que nos fazem ter vergonha de ser brasileiros, como é o caso de “1972″ e “Entre Lençóis”. Por onde começar? É até difícil de descrever tamanho fracasso que é este filme. Pois bem, vou respirar fundo e começar… Vamos começar pelos atores. Bem, o elenco conta com somente dois atores, somente eles, durante uma hora meia, sem atores coadjuvantes, nem figurantes, só eles. Este dois são: a bela Paola Oliveira, e Reynaldo Gianecchini. Certo, para sustentar um filme, ainda mais um filme que só possui dois atores, estes precisam ser bons, e infelizmente, não é o que acontece com Paola e Reynaldo. Não estou menosprezando os dois, mas neste filme, eles não estão bem. Os dois não combinam, e estão extremamente desconfortáveis, o que faz o filme soar artificial. Na verdade, não são só os atores que fazem o filme soar artificial. Não. Tudo, em conjunto, faz o filme soar artificial. Com uma péssima edição, o filme se segue… é medonho o jeito com que “Entre Lençóis” é editado. Em momentos, parece que foi editado no Movie Maker. Possuindo efeitos de transição absolutamente ridículos e inconvenientes, que são adotados somente da metade da projeção ao final! Ridículo! Mais ridículo ainda é a movimentação e o enquadramento da câmera, que insiste em implicitar cenas de sexo, e explicitar simples cenas de conversa. Enfim, eu acho que qualquer um que tenha o mínimo de noção, ou mesmo sanidade faria melhor. E agora, chegamos ao roteiro. Meu Deus! Não sei se riu ou se choro, porque é neste quesito que o filme chega ao fundo do poço! Com diálogos extremamente superficiais e mal escritos, que esperam ser levados a sério, que são as cenas de conversa do filme. Os diálogos são tão mal escritos, que as vezes nem acreditamos no que escutamos, e ainda, o roteiro nos apresenta erros ortográficos absolutamente inacreditáveis. Provavelmente quando a pessoa estava escrevendo este roteiro (que não sei o nome, e nem quero saber), ela estava se drogando, ou estava bêbada, pois isto que vemos em tela é inadmissível! Enfim, fica ai a dica, se você é masoquista ou gosta de se torturar, assista “Entre Lençóis”, agora se você presa pela sua inteligência passe longe deste filme. O filme se passa todo num motel e conta a história de um casal que, aos poucos vai se conhecendo e se apaixonando no quarto de um motel. Ridículo, um insulto a nossa inteligência!

Publicado por: Selton Dutra Zen -- cdecinema.blogspot.com

Entre Lençóis 1 Comentário
lista dos melhores filmes para quê?

Os melhores filmes e diretores de todos os tempos -- lista pessoal

Para que serve uma lista dos melhores? Para servir de base para quem está começando a se interessar…ou para fazer renascer uma velha paixão… ou para se ver as coisas com outros olhos…ou mesmo para provocar…

Todo blog, site, revista ou coluna sobre cinema tem sua lista dos melhores diretores e filmes. A questão é: há alguma importância nesse tipo de coisa? Parece que a mania de listas é aplicável ao cinema muito mais do que às outras artes. Alguém levaria a sério uma comparação entre, digamos, Beethoven, Brahms e Bach? A Nona de Beethoven e a Nona de Mahler? Alguém teria coragem de perguntar quem é o maior escultor ou o maior pintor de todos os tempos? Claro que não, mas isso parece aceitável com os filmes. Algo me diz que estas listas são mais uma diversão, uma brincadeira de adulto.

Finalmente, apesar de essas enquetes configurarem um mero passatempo, elas formam uma brincadeira que soube impor uma certa respeitabilidade, de maneira abrangente, embora previsível, e, de certa forma, considerado útil para qualquer fã da sétima arte.

Eis a minha lista pessoal:

1. Cidadão Kane (Orson Welles) EUA

2. Um Corpo Que Cai (Alfred Hitchcock) INGLES

3. 8 ½ (Federico Fellini) ITALIANO

4. La Nave Va (Federico Fellini) ITALIANO

5. Camille Claudel (Bruno Nuytten) FRANCES

6. A Longa Noite de Loucura (Mauro Bolognini) ITALIANO

7. Kagemusha, a Sombra do Samurai (Akira Kurosawa) JAPONES

8. Sociedade dos Poetas Mortos (Peter Weir) EUA

9. O Encouraçado Potenkim (Sergei Eisenstein) RUSSO

10. Cantando na Chuva (Stanley Donen) EUA

11. O Poderoso Chefão (Francis Ford Coppola) EUA

12. Lolita (Stanley Kubrick) INGLES

13. Mephisto (István Szabó) HUNGARO

14. Os Infiltrados (Martin Scorsese) EUA

15. O Cozinheiro, o Ladrão, Sua Mulher e o Amante (Peter Greenaway) INGLES

16. Violência e Paixão (Luchino Visconti) ITALIANO

17. Fantasma da Liberdade (Luis Buñuel) ESPANHOL

18. Lawrence da Arábia (David Lean) INGLES

19. A Doce Vida (Federico Fellini) ITALIANO

20. Os Bons Companheiros (Martin Scorsese) EUA

21. Psicose (Alfred Hitchcock) INGLES

22. Casablanca (Michael Curtiz) EUA

23. Crepúsculo dos Deuses (Billy Wilder) EUA

24. Lua de Fel (Roman Polanski) POLONES

25. Morangos Silvestres (Ingmar Bergman) SUECO

26. Sonata de Outono (Ingmar Bergman) SUECO

27. O Boulevard do Crime (Marcel Carné) FRANCES

28. Apocalypse Now (Francis Ford Coppola) EUA

29. O Sétimo Selo (Ingmar Bergman) SUECO

30. Janela Indiscreta (Alfred Hitchcock) INGLES

31. Amarcord (Federico Fellini) ITALIANO

32. A Malvada (Joseph L. Mankiewicz) EUA

33. A Ponte do Rio Kwai (David Lean) INGLES

34. Persona (Ingmar Bergman) SUECO

35. Amadeus (Milos Forman) TCHECO

36. Laranja Mecânica (Stanley Kubrick) INGLES

37. E o Vento Levou (Victor Fleming) EUA

38. Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Woody Allen) EUA

39. Fargo (Joel Coen) EUA

40. Onde Os Fracos Não Tem Vez (Joel Coen) EUA

41. Manhattan (Woody Allen) EUA

42. A Noviça Rebelde (Robert Wise) EUA

43. A Liberdade é Azul (Krzysztof Kieslowski) POLONES

44. Interlúdio (Alfred Hitchcock) INGLES

45. Deus e o Diabo na Terra do Sol (Glauber Rocha) BRASIL

46. Lacombe Lucien (Louis Malle) FRANCES

47. Meu Jantar com André (Louis Malle) FRANCES

48. Tio Vânia em Nova York (Louis Malle) FRANCES

49. Hiroshima, Meu Amor (Alain Resnais) FRANCES

50. Hannah e Suas Irmãs (Woody Allen) EUA

51. A Fraternidade É Vermelha (Krzysztof Kieslowski) POLONES

52. Terra em Transe (Glauber Rocha) BRASIL

53. Disque M para Matar (Alfred Hitchcock) INGLES

54. Festim Diabólico (Alfred Hitchcock) INGLES

55. Era uma Vez no Oeste (Sergio Leone) ITALIANO

56. Discreto Charme da Burguesia (Luis Buñuel) ESPANHOL

57. Hamlet (Laurence Olivier) INGLES

58. Os Pássaros (Alfred Hitchcock) INGLES

59. Memórias (Woody Allen) EUA

60. Tiros na Broadway (Woody Allen) EUA

61. A Excêntrica Família de Antônia (Marleen Gorris) HOLANDA

62. O Anjo Exterminador (Luis Buñuel) ESPANHOL

63. O Anjo Azul (Josef von Sternberg) AUSTRIACO

64. Cinema Paradiso (Giuseppe Tornatore) ITALIANO

65. Satyricon (Federico Fellini) ITALIANO

66. Cenas de um Casamento (Ingmar Bergman) SUECO

67. Da Vida das Marionetes (Ingmar Bergman) SUECO

68. Morte em Veneza (Luchino Visconti) ITALIANO

69. Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos (Pedro Almodóvar) ESPANHOL

70. Pepi, Luci Bom y otras Chicas del Montón (Pedro Almodovar) ESPANHOL

71. Os Guarda-chuvas do Amor (Jacques Demy) FRANCES

72. O Leopardo (Luchino Visconti) ITALIANO

73. Os Primos (Claude Chabrol) FRANCES

74. O Sol por Testemunha (René Clément) FRANCES

75. Este Obscuro Objeto do Desejo (Luis Buñuel)

76. Beau Pere (Bertrand Blier)

77. Platoon (Oliver Stone) EUA

78. Wall Street (Oliver Stone) EUA

79. Noites de Cabíria (Federico Fellini) ITALIANO

80. Julieta dos Espíritos (Federico Fellini) ITALIANO

81. Maridos e Esposas (Woody Allen) EUA

82. O Olho do Diabo (Ingmar Bergman) SUECO

Publicado por: denison souza rosario

lista dos melhores filmes para quê? 3 Comentários
…enfim, visto em IMAX 3D

Particularmente, creio que tenha assistido a ?Avatar? das duas formas como se deve assistir ao mesmo: legendado e em 2D e dublado em IMAX 3D.

Questão de opinião, mas não creio que seja algo lá muito interessante ler legendas que ficam tão perto de seus olhos em face da tecnologia dos óculos 3D (que, também particularmente, julgo um tanto o quanto anti-higiênicos). O campo de visão que a legenda cobre acaba não permitindo que você repare em outros detalhes visuais do filme simultaneamente enquanto tenta ler os dizeres que aparecem no canto inferior da tela.

Também não acredito que os óculos e a tecnologia IMAX 3D acrescentem tanto à experiência de se ver ?Avatar?, o que revela-se, irrefutavelmente, um ponto positivo para o filme, uma vez que, caso dependesse de tal advento para funcionar bem, a produção estaria fadada apenas à sua carreira cinematográfica, revelando-se altamente frustrante quando fosse futuramente exibida nas telas das televisões convencionais que temos em nossas casas.

Assistir a ?Avatar? em IMAX 3D ou no 3D convencional acrescenta algo à produção? Sim, acrescenta, mas não é algo que eu diria ser inerente para conferi-la e aproveitar a sessão ao máximo (e novamente friso, isso é apenas questão de opinião, pois há muita gente que não se imagina assistindo ao filme em sua versão 2D). É interessante nos sentirmos voando ao lado de cientistas em um laboratório de criogenia, ou notarmos um ramo de samambaia (ou sei lá qual planta vem a ser aquela) passando diante de nossos olhos enquanto as lentes especiais de Cameron mergulham na floresta, ou ainda nos sentirmos bem ao lado de alguns Na?Vi enquanto estes se encontram participando de um culto religioso, mas a verdade é que o longa é tão plasticamente perfeito por si só que, mesmo que você opte por assisti-lo da forma mais convencional o possível, ele irá lhe deixar boquiaberto. Ponto positivo para James Cameron, que conseguiu cumprir o seu principal objetivo: o de impressionar o seu público independentemente da tecnologia à qual o mesmo adote para desfrutar a sua obra.

Enfim, deixei de mencionar a parte gráfica do filme em minha análise anterior justamente porque almejava faze-la separadamente, quando tivesse assistido ao longa da forma como todos recomendam. Agora feito, posso dizer convictamente que, excluindo os exemplos que mencionei no parágrafo acima, a impressão foi praticamente a mesma: ?Avatar? é o filme mais plasticamente perfeito que já pude conferir em toda a minha vida.

Sempre que defendo a parte gráfica de ?O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel?, menciono a cena em que os protagonistas do longa sobem as escadarias de Lothlórien, cuja beleza é capaz de deixar no chinelo o sonho mais luminoso que todo mortal que já tenha passado por este planeta azul já tenha tido. No entanto, ?caminharmos? pelas exóticas florestas de Pandora iluminadas pela bioluminescência de suas plantas é algo que transforma Lothlórien em um reles cenário da festa de aniversário de uma garota que acabara de completar quinze anos.

Aliás, já que teci analogias entre ?Avatar? e a trilogia que elevou Peter Jackson ao mais alto patamar de Hollywood, vale dizer que, se a adaptação cinematográfica da obra-prima escrita por J.R.R. Tolkien ganhava destaque pelos seus suntuosos castelos, o longa de James Cameron ganha ainda mais destaque por conseguir extrair algo ainda mais belo de cenários aparentemente naturais, o que parecia algo impossível de ser feito até então.

E o que dizer da perfeição com que as criaturas Na?Vi foram desenvolvidas? Os convincentes movimentos deles, suas naturais mudanças no semblante, os olhos repletos de vida? tudo isso faz com que criaturas como o Capitão Davy Jones (da série ?Piratas do Caribe?) ou o Gollum, que já eram praticamente perfeitas, se tornem meros bonequinhos obsoletos, uma vez que os principais habitantes de Pandora se mostram tão visualmente verossímeis quanto os próprios humanos do filme o são.

Mas é claro que todo esse espetáculo visual não se mostra capaz de tapar alguns pequenos defeitos que o filme possui e que já mencionei na primeira análise. A trama é batida: um misto de ?Matrix? (o escolhido) com ?Dança com Lobos? (um sujeito de nossa espécie tentando aprender e conviver com os costumes de uma civilização gritantemente diferente). Os clichês também estão por toda a parte, conforme havia mencionado no outro texto. A mensagem ambiental é debatida de forma muito mais concreta e convincente em muitos outros filmes (?Wall-E? me vem à memória instantaneamente) e as batalhas, apesar de dirigidas com maestria por Cameron, não atribuem nada de novo ao gênero, pelo contrário, chega a copiar ?O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei? em algumas ocasiões (e quem ainda não assistiu ao filme não leia o resto deste parágrafo, mas não tem como não comparar o momento em que as aves gigantescas de Pandora, sob pedido de Eywa, atacam os helicópteros dos terráqueos com a cena em que as águias gigantes que habitavam a Terra-Média atacam os Nazgul durante a batalha final de ?O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei?).

Contudo, mesmo com os defeitos supracitados, ?Avatar? ainda nos brinda com uma eficiente direção por parte de James Cameron e, repetindo o que disse no texto original, trata-se de um dos mais (senão o mais) perfeitos espetáculos visuais regados às mais diversificadas cores fluorescentes que já pude conferir na história da Sétima Arte!

Publicado por: Daniel Esteves de Barros -- www.cinephylum.com.br

Cameron “reinventa” o “filmar”, mas copia o “contar”

Obs.: assisti ao filme em uma sala de cinema convencional, ou seja, sem IMAX ou 3D. Neste final de semana devo estar o assistindo em IMAX e publico as minhas impressões por aqui.

“Cameron reinventa o Cinema”, “Cameron cria uma nova técnica de filmagem”, ‘Cameron brinca de Louis e Auguste Lumière” (está bem, essa última assumo que fui eu quem mencionou no Twitter), “Cameron irá dividir o Cinema em antes e depois de Avatar”, “Cameron é Deus”, “Cameron defeca ouro” ops, paremos por aí, a coisa já está ficando exacerbadamente malacafenta e hiperbólica (e para quem está com preguiça de consultar o dicionário, leia-se: ‘a coisa já está ficando nojenta e exagerada demais’).

As frases supracitadas refletem bem o exagero com o qual o jornalismo cinematográfico trabalhou nos últimos meses criando uma expectativa acima do normal no médio espectador. Cameron criou novas técnicas de filmagem? Sim. Criou uma câmera exclusiva capaz de capturar as maravilhas de um mundo inteiramente digital? Sim. Criou um espetáculo visual jamais visto no Cinema? Sim. Cameron criou tudo isso e, francamente, criou muito mais, muito mais mesmo.

Mas aí fica a tal pergunta no ar: essa obra é capaz de dividir ou, pior ainda, reinventar o Cinema? Negativo.

Cinema é uma arte audiovisual. Ponto final? De forma alguma. Cinema é uma arte audiovisual, vírgula, mas que depende crucialmente da estrutura narrativa de suas obras. Não, Avatar não é tão falho assim do ponto de vista narrativo. O filme conta com vários acertos no roteiro, mas o bem da verdade é que (e o que escreverei a seguir talvez resuma todo este texto) Cameron chega sim a “reinventar? o Cinema (com várias ressalvas aqui, afinal de contas, ele inventa um inaudito modo de se “filmar” Cinema, mas não de se ‘contar’ Cinema), mas esquece-se de ‘reinventar’ os clichês.

Sabe o coronel durão, que apetece trincar uma rocha inteira na base do cuspe? Pois é, ele aparece aqui e, por mais que o roteiro tente disfarçá-lo numa falha tentativa de torná-lo humanista, não dá certo. Sabe a cientista obcecada, que ama a natureza e tem pinta de lésbica e grosseirona (personagem que se torna ainda mais caricata na pele da eterna Ripley) mas que, com o tempo, vai se tornando uma ambientalista camarada? Pois é, ela está aqui também. Sabe o mocinho que tem propósitos levemente malévolos no começo da projeção mas que, ao desenrolar da trama, apaixona-se pela mocinha, muda completamente os seus propósitos e ruma a um desfecho feliz? Pois é, ele também está aqui.

Aliás, não só os clichês e estereótipos acima citados. Muitos outros (e vale citar uma oficial mulata deliciosa e durona que pilota helicópteros e, honestamente, torço com todas as forças para que ela venha fazer parte de meus próximos sonhos estando completamente nua e trans? bem? deixe para lá?) também permeiam toda a sessão de Avatar, mas Cameron (e, juro, nunca imaginei que um dia viria a dizer isso, já que estou longe de ser fã do diretor de um dos filmes mais superestimados de todos os tempos: Titanic), como num passe de mágica, mostra-se capaz de nos emocionar com tudo aquilo que está em cena.

Sim, sabemos exatamente como terminará o romance entre o casal de protagonistas com apenas cinco minutos de projeção, mas Cameron filma o affair entre ambos de uma forma tão sensível (tomando o devido cuidado ao mostrar meticulosamente a forma como Neytiri introduz Jake Sully à cultura Navi) que torna-se impossível não nos cativarmos com o mesmo. Também sabemos exatamente como terminará a batalha final entre humanos e Navis, mas Cameron (assim como Peter Jackson o fez em ?O Senhor dos Anéis?) filma tudo de um modo tão tenso e desesperador que somos praticamente transportados para dentro do embate.

Talvez esteja aí a força de Avatar, nas mãos de seu diretor. Ironicamente, os defeitos do longa também estão nas mesmas mãos, mas nas mesmas mãos que foram utilizadas com um outro propósito: o de escrever o roteiro.

Eis aqui um raro caso onde uma direção extremamente satisfatória acaba superando alguns furos do roteiro que, posto em prática por outra pessoa (e novamente friso: não sou fã de Cameron, muito longe, mesmo, disso), talvez não pudessem ser tapados. Coisas do Cinema.

O quê? A parte visual? Bem, não pude assistir ao filme em IMAX, ou em um mero cineminha 3D que seja, mas pretendo fazer isso neste final de semana e registrar as minhas impressões por aqui, contudo, em um outro texto.

Por ora só posso afirmar o seguinte: mesmo assistindo ao longa da forma mais tradicional o possível, não há como negar que trata-se de um dos mais (senão o mais) perfeitos espetáculos visuais regados às mais diversificadas cores fluorescentes que já pude conferir na história da Sétima Arte!

O quê? Não entendeu bulhufas do que afirmei acima? Pois é, é só vendo mesmo para crer!

Fantástico!

Publicado por: Daniel Esteves de Barros -- http://www.cinephylum.com.br

“…and remember, I was the first to tell!”

Teorias maias, teorias religiosas, teorias científicas… Atualmente, somos confrontados com teorias e previsões de que o mundo irá acabar em 2012. Mesmo sendo elas impossíveis, ou mais plausíveis, são apenas teorias, não se sabe ao certo o que irá acontecer. Então Roland Emmerich, que dedicou praticamente toda a sua carreia, a filmes catástrofe, traz “2012″, a super-produção mais polêmica do ano, creio eu. O mais incrível é que de todas as pessoas que assistiram ao filme, poucas ficaram imparciais, ou mesmo acharam o filme mediano. A maioria das opiniões foram: “2012″ é um filme horrível, ou “2012″ é um filme muito bom. No meu caso, fico com a segunda opção: “2012″ é um filme muito bom! Apesar de conter várias falhas narrativas, como por exemplo: os dois filhos do magnata russo não chorarem, nem ficarem tristes após a morte do pai, enquanto os salvava. Então apesar de conter erros do roteiro, “2012″ cumpre seu papel, como filme catástrofe: o de divertir com a destruição. O ponto em que um filme deste gênero tende focar é na destruição, e por consequencia nos efeitos visuais. E esta produção de Emmerich possui, com certeza, cenas fantásticas e memoráveis de destruição, e efeitos visuais extremamente bem produzidos. Aliás, arrisco “2012″ como um palpite ao Oscar 2010, de efeitos visuais. As cenas de destruição são realizadas da maneira mais primorosa possível! Combinando perfeitamente, efeitos visuais, movimentação de câmera, e trilha sonora. Aliás, foi um grande trunfo do filme ter o roteirista que também rege a trilha sonora, sendo assim, enquanto ele escreve a cena, já vai encaixando a trilha sonora. E o resultado… é incrível. No elenco, temos John Cusack, que aqui, em “2012″, conseguiu um papel principal, em uma grande estréia mundial. Mas, ele, infelizmente, não consegue brilhar, a sua sorte é que ele está em um filme catástrofe, e nestes filmes, se o ator é bom ou ruim, não importa, só importa uma coisa: destruição! Do roteiro, posso dizer que poderia ser mais abrangente. Poderia focar em mais personagens, em mais partes do mundo, embora já foque em uns quatro personagens, mas só americanos, claro. E, com certeza, o filme não consegue esconder, e vangloria, o senso heróico e guerreiro dos estadunidenses, o que já é de praxe vindo de um filme catástrofe norte-americano. Enfim, um filme que, de parte técnica é impecável, mas de roteiro deixa um pouco a desejar,não deixando de agradar, mesmo assim. Tudo que um filme catástrofe precisa, “2012″ tem de sobra. Aliás, a popular cena do Cristo desmoronando dura muito pouco (uns 5 segundos) e é transmitida pela Globo News, numa narração em brasileiro!!! “2012″ conta a história do fim do mundo, de pessoas tentando salvar suas famílias, e claro, suas vidas. Um dos melhores filme catástrofe já feitos! Muito bom!

Publicado por: Selton Dutra Zen -- cdecinema.blogspot.com

Romântico, sempre.Engraçado, ocasionalmente.

(500) Dias com Ela tinha tudo para ser uma comédia romântica insuportavelmente convencional, mas felizmente tomou algumas sábias decisões e driblou, na maior parte de sua projeção (e que isso fique bem claro: na maior parte, e não durante o filme todo), a mesmice imposta por Hollywood, principalmente em produções deste gênero.

Começamos de um modo bastante incomum. No canto esquerdo inferior da tela aparece uma nota dos autores da obra informando que o trabalho a seguir é apenas uma ficção e quaisquer semelhanças com pessoas vivas ou mortas é mera coincidência. Até aí, normal, não? Pois é, salvo pelo: pessoas mortas, não há nada de incomum aqui. É o que vem a seguir, no entanto, que realmente chama a atenção do público: especialmente com você, Jenny Backman, vadia!.

A reflexão que nos vem à mente então é a de que teremos pela frente uma comédia romântica com um humor ácido e sincero, algo pouco típico entre as produções do gênero. E a narrativa em off que nos apresenta aos personagens só vem a confirmar isso e é digno de palmas que, em tão poucos minutos, possamos captar tantos detalhes oriundos de seus protagonistas como podemos captar aqui.

Tom (Joseph Gordon-Levith, impecável no papel) é um romântico incurável e, segundo a impagável narração hilária, isso se deve ao errôneo entendimento que ele teve quanto ao final do clássico de Mike Nichols, A Primeira Noite de um Homem (assim como boa parte das pessoas que assistem ao longa estrelado por Dustin Hoffman, ele vê amor, liberdade e felicidade nos olhos dos protagonistas, enquanto estes, na verdade, denotam uma visível insegurança pelo futuro incerto que está por vir). Summer (Zooey Deschanel, como sempre linda e? bem? aceitável no papel) já é uma garota que, depois da separação dos pais, passou a desacreditar no amor ainda muito jovem e só viria a nutrir tal sentimento por duas coisas: pelo cabelo negro e longo e pela facilidade que tinha em cortá-los sem deixar quaisquer resquícios de sentimentos quanto ao ato. Como assim? Simples, Summer é dessas personagens que ama, mas ao mesmo tempo se desapega fácil e voluntariamente de tudo aquilo que realmente ama.

O roteiro avança um pouco. Deixa claro que, apesar de tratar de uma estória onde o mocinho conhece a garota de seus sonhos e ambos passam a ter um relacionamento, não é realmente uma trama de amor. Oras, se uma comédia romântica não irá tratar sobre o amor, qual será o seu foco então? As piadas em cima do casal? Bem, é justamente aí que está o problema. Apesar de contar com um humor que funciona muitas vezes, a maior parte de suas piadas não só não acrescentam nada de novo ao gênero como também inserem situações artificiais à produção (e as que envolvem uma conselheira mirim são as piores).

Por incrível que pareça, a força desta comédia romântica reside mesmo é no amor atípico (e sim, contrariando a narrativa acima citada, o filme conta sim uma estória de amor, ainda que seja um amor bem diferente do usual) entre Tom e Summer (a propósito, daí vem a conveniente, embora bobinha, brincadeira com o título original (500) Days of Summer, que tem a tradução literal para (500) Dias de Verão). É através do relacionamento entre ambos que o roteiro tece uma cativante trama que se espelha nos relacionamentos amorosos contemporâneos, baseados no abstracionismo do ficar e rompendo os paradigmas do namorar.

Os protagonistas combinam muito entre si (apesar das diferenças teóricas sobre o amor). Summer, assim como Tom, segue o tipo que aprecia a arte alternativa. Para se ter uma idéia, ela despertou extremo interesse nele quando revelou adorar a banda de alternative rock inglesa The Smiths.

O rapaz, como era de se esperar, logo se apaixona. Várias outras referências cult vão ligando o casal. Belle & Sebastian, The Pixies e muitas outras bandas indie formam o excelente gosto musical da dupla, ao passo em que Ingmar Bergman e, é claro, Mike Nichols se encarregam de anunciar o refinamento cinematográfico de ambos.

À medida que o filme vai se desenvolvendo, vamos nos identificando cada vez mais com o relacionamento deles. O ápice do roteiro, todavia, parece residir mesmo quando o previsível (já que o filme faz questão de nos informar logo nos minutos iniciais que o casal irá romper) término do romance acontece. Sem passar por sentimentalismos piegas ou exagerados, acompanhamos a tristeza e a dor que Tom passa a ter em face da rejeição. É aí que (500) Dias com Ela mostra, de fato, o motivo de tanto alvoroço por parte de uma média, embora fiel, legião de fãs que atraiu para si, afinal de contas, quem nunca passou pela situação a qual o protagonista está passando? Quem nunca chegou a se identificar com ele e, até mesmo, com ela?

Longe de ser uma comédia-romântica original (apesar que eu não a encararia como clichê, mesmo contando com um argumento batido) e não desenvolvendo tão bem o humor que havia prometido desenvolver em seu prólogo, (500) Dias com Ela deposita suas forças no casal de protagonistas que contam com características bastante incomuns, sobretudo para os filmes deste tão revisado gênero cinematográfico.

Publicado por: Daniel Esteves de Barros -- http://www.cinephylum.com.br

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O novo “Bruxa de Blair” ?

Quando fui assistir “Atividade Paranormal” foi exatamente como Túlio Moreira (Cinema com Rapadura) começou sua critica .
Fui com um grupo de amigos assistir algum filme, ainda indeterminado, eles chegaram a conclusão: “Lua Nova” , eu me manifestei e disse que iria assistir “Atividade Paranormal” e eles não foram por medo…
Me senti sozinho na sala de cinema por conta de que me sentei um pouco mais na frente e as poucas pessoas na sala se sentaram bem mais atrás.
O filme começa, uma monótona apresentação dos personagens e a apresentação de seus “problemas”, que gera toda a história do filme,o filme gira em torno de Katie (Katie Featherston)e Micah (Micah Sloat), a menina com os problemas sobrenaturais e seu namorado.
O filme foi, para mim, muito assustador, quando me perguntam do filme não tenho vergonha de dizer que “me caguei de medo” assistindo, o estilo Hand Cam foi muito bem usado [outros exemplos de hand cam: Bruxas de Blais, Cloverfield e Rec] e como as atividades se passam na maioria em um quarto, a sensação de claustrofobia foi enorme, as atividades paranormais começam com coisas simples como barulhos, a cada dia que se passa elas vão se tornando piores, tomando proporções assustadoras para aqueles que assistem, até um desfecho fantástico.
O formato de “Vídeo caseiro” foi muito bem utilizado pelo diretor,o pânico que vai tomando conta dos personagens à medida que a câmera capta imagens estranhas e intensifica a dependência da tecnologia fazendo com que até mesmo os que estão assistindo queiram saber o que, mesmo querendo sair da sala de cinema por conta do medo (exemplo: pessoal).
Os videos são com evidencias da policia, até mesmo que no começo do filme vem a mensagem: “Agradecemos as familias de Katie e Micah e o departamento de polícia”, fazendo com que você realmente acredite que o que você está vendo foi algo achado pela polícia, fato parecido com o que ocorre em “Bruxas de Blair”.
Para aqueles que não estão familiarizados com filmes de terror, e filmes em Hand Cam, não aconselho pois o filme pode lhes trazer conseqüências como trouxe para um amigo meu, medo de dormir no quarto, mas para os amantes desse tipo de filme, aconselho.
Talvez seja esse o maior atrativo de filmes construídos a partir de arquivos “resgatados” de delegacias de polícia ou encontrados na floresta, nós ficamos presos ao filme para ver a possibilidade de um desfecho ainda indeterminado a quem assiste, é assim que ocorre a última cena…

Tem aqueles que dizem que o filme é o melhor do gênero do ano, outros que é o novo “Bruxas de Blair”, outros que dizem que é apenas mais um filme,outros que o filme não vale a pena assistir, mas para mim, foi um dos filmes em que mais senti medo em 2009…

Publicado por: Vinicius Moreira -- http://twitter.com/Vinyciuz

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