Vencedores do Oscar: 1929

Primeiro vencedor do Oscar de melhor filme, foi um dos três que conseguiram o feito de vencer na categoria principal e não ter sido indicado ao prêmio de melhor direção (juntam-se à Asas Grand Hotel e Conduzindo Miss Daisy). O filme foi feito em homenagem aos soldados que morreram na Primeira Guerra Mundial, que durou de 1914 a 1918. Os Estados Unidos enviaram tropas dez anos antes do lançamento desse longa de 1927. E pensar que depois de tudo isso o mundo ainda passaria por uma segunda Grande Guerra, que renderia grandes filmes em Hollywood.

Além disso, Asas foi o único filme mudo a vencer o Oscar de melhor filme. Ao contrário da regra daquele tempo, não temos muitas caras-e-bocas e interpretações afetadas aqui. A maioria dos atores traz uma sutileza na forma de mostrar o que seu personagem pensa e diz. A história é universal: a vizinha apaixonada por jovem é preterida por moça mais rica. Já essa outra gosta de outro homem, da mesma classe social que ela. O que era para ser algo inocente ganha contornos sombrios com a chegada da guerra. A arma que o filme mudo tem é a trilha sonora e na primeira hora de Asas o que desperta mais interesse àqueles que vivem num tempo em que o cinema é completamente diferente é justamente a forma como a música carrega o longa nas costas, sendo a responsável pela magia do cinema, com uma simbiose perfeita entre o ritmo do filme e o ritmo da música.

Não é exagero dizer que a trilha sonora é a alma do filme e no cinema mudo a alma era praticamente o único recurso para conhecermos o que se passava na tela grande. Dando nome aos bois, David e Sylvia é o casal rico, ambos vivendo um amor correspondido. Já Jack e Mary são os mais humildes, ainda em busca do reconhecimento do amado. Por conta dos dois garotos gostarem da mesma moça, cria-se uma inimizade mortal, que se transforma durante o treinamento para o combate. Como todo bom filme de guerra, é nessa parte que o longa fica mais emocionante e, por vezes, bem divertido.

Sou da opinião de que Asas poderia muito bem ser refilmado hoje e faria enorme sucesso, com todos os recursos que temos. Isso porque o roteiro é muito bom. Uma curiosidade é ver Gary Cooper em início de carreira (com 28 minutos de filme), fazendo uma ponta como Coronel White, que ensinaria os meninos a voar, mas sofre um acidente fatal antes. Esse foi apenas o quarto trabalho creditado desse grande ator, que antes disso foi figurante de quase trinta filmes. Mas a estrela do filme é Clara Bow, que tinha atingido o auge de popularidade naquele ano com o filme It. Aliás, essa atriz, nascida em 1905 se apósentou aos 26 anos, depois de casar e ter filhos, mas tem um acervo de 56 filmes! Na época em que fazia sucesso, era considerada uma mulher sexy e chegava a receber 45.000 cartas por mês. Ela é o grande destaque do filme, atuando realmente muito bem.

Numa grande sacada do roteiro, Mary também vai para guerra, dirigindo o veículo que transporta medicamentos. O primeiro destaque negativo de Asas se dá na ausência de ação nos primeiros quarenta minutos. Só depois da morte do personagem de Cooper que o filme realmente engrena. Mas ele se sustenta no início pela curiosidade de ver um longa de mais de oitenta anos. Quando foi lançado, Asas desbancou A General, hoje uma obra-prima de Buster Keaton mas à época um fracasso que deixou o comediante falido. Talvez por isso que hoje esqueçam desse bom filme de guerra e se lembrem só do derrotado Keaton, que não chegou nem a concorrer à estatueta.

As cenas aéreas são consideradas históricas e marcaram época pela perfeição técnica, ganhando até um prêmio da Academia. Hoje poucas ainda convencem, mas é nítida a qualidade das tomadas. Quando os dois amigos caem num front inglês, o filme começa a cansar um pouco e começamos a pensar porque ele precisa ser tão longo. Uma breve cena nas Champs-Elysée (com direito a um pouco da moda da época) e a volta do romance entre Jack e Mary (ele salva ela sem saber e depois ela retribui o gesto, o que lhe custa o emprego nas Forças Armadas) ainda ajudam um pouco, mas aí já estamos a espera da batalha final, com os últimos momentos da Primeira Guerra.

A espera vale a pena, já que são aproximadamente cinquenta minutos de ação, numa maneira até moderna de se mostrar um filme de guerra (nas décadas seguintes o orçamento limitado diminuiria as batalhas nas produções do gênero). Pena que se perdeu muito tempo com cenas menos interessantes. O fim trágico de David parecia ter sido desenhado quando ele é capturado pelos alemães, mas o americano rouba um avião inimigo e quando estava quase chegando na base dos Aliados, quis o destino que ele fosse abatido por Jack, agora seu grande amigo. É importante reconhecer que há filmes bons sobre a Primeira Guerra, que foi um verdadeiro massacre, por conta de duas invenções aniquiladoras: as trincheiras e os aviões, o que tornou a batalha mais sangrenta. Quanto ao filme, se ele fosse uns 45 minutos mais curto, seria um clássico. Mas, apesar de tudo, esse foi o primeiro grande filme de guerra que Hollywood nos trazia. William A. Wellman ainda dirigia grandes produções e venceria um Oscar pela direção de Nasce uma Estrela, obtendo outras três indicações.

Publicado por: Jorge Cruz Jr. -- www.oblogdojj.blogspot.com

Lilia Cabral, bela Lilia Cabral!

O que mais admiro em filmes brasileiros (os bons) são os diálogos. Os mesmos são dinâmicos, curiosos, originais, comentam vários assuntos, e conseguem se ligar bem, um dialogo a outro, e claro, tudo isto em uma naturalidade… Por isto, se um filme brasileiro tem diálogos iguais ao que eu citei acima, já ganha pontos positivos, ao meu ver. Pois bem, “Divã” possui diálogos assim. Mas claro, não vou me estender muito nesta parte do filme, pois há vários outros pontos para comentar. Começando por Lilia Cabral. Adoro esta atriz, batalhadora, que conseguiu atingir o máximo de conceito e admiração, minha, na novela “A Favorita”, exibida na rede globo. Então, eu já sabia do que Lilia Cabral era capaz. Eu sabia que ela iria nos presentear com uma bela interpretação. E, claro, foi o que aconteceu. “Divã” é um filme light, e, pode-se dizer, bipolar. Horas você ri, e em outras você se emociona, sendo pela delicadeza, com que o filme aborda um assunto tão polêmico, pelo carinho que com que o filme é tratado e pela beleza que consta nos minutos de projeção do filme. Beleza esta que, figura várias cenas de “Divã”. Cenas lindas. E claro, para a criação destas cenas lindas, desta harmonia, foi preciso uma ótima parte técnica que coopera com fotografia, música e edição. Na verdade, não são só as cenas que trabalha em constante harmonia, os atores também. O elenco conta com, além de Lilia Cabral, Cauã Reymound e Reynaldo Gianecchini. “Divã” possui um ótimo roteiro, e, acima do ótimo roteiro, uma ótima direção, de José Alvarenga Jr.. O filme é uma adaptação de uma peça teatral, e conta a história de uma mulher que vive infeliz com seu casamento, e decide se separar, e se aventurar pela vida, por amores e por aventuras. Ótimo filme!

Publicado por: Selton Dutra Zen -- cdecinema.blogspot.com

“Toda vez que eu viajava pela estrada de Ouro Fino…”

Aprendi a gostar das músicas de Daniel, devido ao meu pai, que sempre escutava, e reescutava as músicas do mesmo. Então, aos poucos fui me acostumando e aprendendo a gostar deste cantor. Há várias cantoras que viraram atrizes, mas o diferencial é que elas tinham talento, e Daniel, não. Daniel serve somente para cantar, única e exclusivamente, cantar. Agora, este cantor esta tentando, fracassadamente, engressar na carreira cinematográfica. Somente espero que ele esqueça desta carreira de ator, pois somente manchará a reputação do cinema brasileiro. Na verdade, deixando Daniel de lado, um pouco, este filme não tem razão de existir. É incrível a discincronia que os atores, diretor e participantes exercem. Confesso que antes de assistir a este filme, não estava com muitas expectativas, mas também não esperava que iria ser tão ruim! A parte técnica nem parece ser do século XXI! A sonoplastia do filme é horrível! O som, pior ainda! A edição de som…. uma comédia. Faltam-me palavras para descrever. Uma direção ruim, um roteiro (baseado na música “O Menino da Porteira”) fraco. Aliás, uma música não é capaz de gerar um ótimo roteiro, a não ser que o roteirista seja extremamente criativo e capaz, o que não é o caso deste filme. Uma parte técnica horrível, e muito abaixo da média, se juntam e formam este fracasso: “O Menino da Porteira”. Horrível! Refilmagem, do filme de 1976, com o mesmo nome, “O Menino da Porteira” conta a história de um peão, que é contratado para transportar uma boiada para um grupo contra o chefe da região. Então, este chefe se revolta e tenta expulsá-los da região. Nisto, o peão conhece um menino que sempre abre a porteira para ele. Os dois começam uma grande amizade. Uma droga! Não vale a pena. Fica ai então, o meu consentimento a respeito deste filme. Espero que Daniel não continue a carreira de ator, e espero que “O Menino da Porteira” seja esquecido o quanto antes possível!

Publicado por: Selton Dutra Zen -- cdecinema.blogspot.com

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O Monstro do Foço…

É um trabalho muito difícil fazer um filme, onde os personagens estão fazendo um outro filme, ou seja, há um filme dentro de outro filme. Mais difícil ainda é os atores interpretarem sua própria profissão, mas de maneira cômica, e propositalmente malfeita. Juntando este dois fatores, seria muito difícil conseguir fazer um filme assim, pois precisaria, acima de tudo do trabalho de equipe do diretor, do roteirista e dos atores. “Saneamento Básico” faz isto e consegue se sair muito, muito bem! Ainda há pessoas que desprezam o cinema brasileiro, desprezam 0s atores brasileiros e desprezam os diretores brasileiros, e este filme veio, para dar um soco na cara dos preconceituosos que consideram o cinema nacional inferior. É incrível e memorável o trabalho de equipe que os atores e o diretor/roteirista exercem. Lembro-me da primeira vez que assisti um filme de Jorge Furtado, lembro-me que foi um documentário apresentado em minha escola. Se chamava “Ilha das Flores”. Desde lá, aprecio Jorge pelos seus trabalhos, e “Saneamento Básico” prova mais uma vez, que Furtado é um ótimo diretor, ele nos dá orgulho de dizer que Jorge Furtado é BRASILEIRO! Isto só aconteceu também comigo, com Fernando Meirelles, um dos melhores diretores da atualidade. E não só por ai que os elogios param. Na parte do elenco, gostaria de elogiar e ressaltar o meu apresso por Fernanda Torres, com sua impecável atuação, aliás, virei fã desta atriz, pois é uma pessoa que, claramente nasceu para comédia, é espontânea, natural e divertida. Vale ressaltar também Camila Pitanga, muito bem, Lázaro Ramos, não tão bem quanto podia, mas até consegue se sair bem, e Wagner Moura, também muito bem. A parte técnica é impecável. Vale ressaltar os enquadramentos de câmera muito originais que Jorge Furtado opta. Do roteiro, não vou falar muito, pois senão vou me estender demais, mas posso lhes assegurar que é um dos melhores roteiros que vi até hoje, do cinema brasileiro! A história: Uma cidade precisa, urgente, de um tratamento de esgoto, de um saneamento básico, então eles decidem fazer um filme, para um festival, e o dinheiro do prêmio, se eles ganhassem, seria convertido para o saneamento básico da cidade. Uma comédia original, inteligente, hilária, e muito boa, vale a pena!

Publicado por: Selton Dutra Zen -- cdecinema.blogspot.com

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2012 é uma catástrofe!

Como um diretor consegue sempre fazer a mesma coisa, mesma coisa, e nunca aperfeiçoar? Pois é, Roland Emmerich consegue fazer isso, o mesmo diretor de O Dia Depois de Amanhã, e Independence Day, aqui dirigi 2012, um filme sobre a teoria maia que o fim do mundo vai acabar em 2012, e aqui ele consegue fazer uma teoria legal se transformar num filme bomba!
O começo do filme, pelo menos uma hora do longa, são até atraentes, mas depois disso, 2012 cai em um melodrama familiar e efeitos especiais em excesso.
O que o diretor não entendeu, é o que pra começar, um filme catástrofe não pode se focar em uma pessoa nem em uma familia, mas sim na catástrofe, e em 2012 o foco é a familia americana, cujo o pai da familia é interpretado pelo John Cusack, e o resto da familia, com os mesmos clichês dessas historinhas familiares bestas!Só por isso, já não vale o ingresso.
Depois, quando deu uma hora de filme em média, começa a sobrar efeitos especiais(que as vezes são bem feitos, as vezes falham) e acabam esquecendo do roteiro, ou seja, uma falha terrível que afunda o filme de vez!
Então, o longa não se salva nem por poucos momentos agradáveis, devo ressaltar, bem poucos. 2012 não é um filme sobre catástrofe, é um filme que é uma catástrofe!

Publicado por: Júlio Pereira

A melhor das mais traumáticas sensações de medo…

Confesso que nunca senti uma sensação de medo, claustrofobia tão grande dentro de uma sala de cinema, até assistir “Rec” (2007), após a monótona apresentação dos personagens, a tensão no filme começa a aumentar descontroladamente, você agora tem medo de olhar para a tela da sala de cinema, mais precisa saber o que acontece… E após essa 1 hora e meia de filme, aproximadamente, você pensa, “Uau, esse foi o melhor filme que eu já vi na minha vida !!”
Isso foi o que senti ao ver “Rec” pela primeira vez em uma sala de cinema semi -- cheia, o que tornou a sensação de claustrofobia ainda mais, por pensar de que eu estava sozinho ali…
“Rec” teve um orçamento baixo, comparado aos filmes atuais, cerca de 1 milhão se não me engano, e arrecadou milhares de dólares no mundo. O diretor consegue com que você pense que esta dentro do filme, ao lado de Ángela Vidal (Manuela Velasco), ou melhor, te dá a sensação de que você é Pablo, o camera man, algo realmente maravilhoso que se transforma em momentos de terror. O fato que faz esse filme melhor que os outros do gênero é o realismo, **SPOILER O diretor disse que teve cenas em que ele escondeu o “susto” dos atores, como na cena em que um dos bombeiros se joga da escada, só quem sabia o que iria acontecer era o diretor, o que deixou o susto dos atores, e o nosso, mais real FIM DO SPOILER**
O filme é, se não me engano, o terceiro filme filmado em “hand cam”, o primeiro foi “Bruxas de Blair” e o outro foi “Cloverfield -- O Monstro”, em seguida “Rec”, para mim, o melhor dos três, uma prova de que o “Rec” é tão “realista” no ponto de “dar medo” é que o crítico Maurício Saldanha no Cabine Celular do Rec, digamos assim, teve que “tomar um ar” no meio do filme, pois suas seqüencias de terror não param um instante. O fato da ausência de efeitos especiais no filme só o enobrece, por conta do filme ter bastante maquiagem e pouquissimo efeito especial faz com que o filme seja, ainda mais, realista. Por fim, além do filme ter sido elogiado pela crítica, também teve uma grande aprovação popular, provando ser bom não só pra quem entende de cinema mas também para os que estão começando a entender do assunto mais profundamente.
Como prova de seu grande sucesso, “Rec” teve uma refilmagem americana (Quarentena) fato que faz o filme original, pra mim, só melhorar.
E uma curiosidade: “Quarentena” era para ter sido lançado primeiro que “Rec” no Brasil mas a distribuidora “passou a perna” em Quarentena e “Rec” foi lançado primeiro nas salas de cinema nacionais…
Realmente Recomendo… 5/5

 

Publicado por: Vinícius Moreira -- http://twitter.com/Vinyciuz

O Mágico de Oz (1939)

É impressionante com um filme pode ainda estar na memória de várias gerações, “O Mágico de Oz” é um filme estadunidense de 1939, produzido pela Metro-Goldwyn-Mayer. É baseado no livro infantil homônimo de L. Frank Baum, no qual a garota Dorothy é capturada por um tornado no Kansas e levada a uma terra fantástica de bruxas, de leões covardes, de espantalhos falantes e de muito mais. Estrelado por Judy Garland, Frank Morgan, Ray Bolger, Jack Haley, Bert Lahr, Billie Burke e Margaret Hamilton.
Mesmo não sendo o primeiro filme produzido em Technicolor (como muitos acreditam), O Mágico de Oz faz um uso notável da técnica; as seqüências no Kansas possuem um preto-e-branco com tons em marrom, enquanto as cenas em Oz recebem as cores do Technicolor. E em especial essa cena em que a garota Dorothy sai de sua casa, já na terra de Oz, e a cena passa de preto-e-branco com tons de marrom pra um colorido magnífico, fato que guarda tal filme na memória de tantos.
Apesar de estarmos na geração dos filmes de efeitos especiais multimilionários, algo como a simplicidade de um filme antigo é de apaixonar, não só “O Mágico de Oz” mas também “Tomates Verdes Fritos” e tantos outros que conquistaram gerações.
Com musicas e danças maravilhosos e atuações impecáveis, este filme conseguiu, não só entrar na 6ª colocação na Lista dos 100 Maiores Filmes Americanos de todos os tempos, divulgada em 1998 pelo American Film Institute (AFI), mas também ocupar a 3ª colocação na Lista dos 25 Maiores Musicais Americanos de todos os tempos, idealizada pelo American Film Institute (AFI) e divulgada em 2006, fora ter ganhado um Oscar de melhor trilha sonora e outro de melhor canção original. Em um breve resumo, o filme é magnífico para todos os amantes de cinema, todos que leram o livro, todos que gostam de filmes americanos e de musicais, é um filme que fez quem vos fala, sair de um mundo de mega-produções e mega-orçamentos para parar e apreciar o que realmente foi um marco na história cinematográfica, um filme que apesar de antigo me fez deslumbrar, rir, e tantas outras emoções que hoje ainda são me proporcionadas por alguns filmes Cult, mas para aqueles que ficam presos a o que o “Tele Cine Premium” passa todos os sábados de noite, que tal explorar novas fronteiras, ir além do atual, busque filme tal incríveis quanto “O Mágico de Oz”, tais como “Os 10 Mandamentos” (as duas verões são maravilhosas), “Casablanca” (filme que foi parodiado em um episódio do desenho “Os Padrinhos Mágicos”), o clássico dramatico “Tomates verdes fritos” e tantos outros que não seriam possível escrever em uma simples crítica…

Publicado por: Vinícius Moreira -- http://twitter.com/Vinyciuz

O Mágico de Oz 1 Comentário
This is it

Film Michael JacksonA melhor característica de This Is It, é não ter a menor cara de póstumo. Vemos que muito embora com todas as reservas foram alimentadas que por parte da imprensa, e um tanto pelo comportamento de Michael, é bem verdade, foram apenas negras nuvens para deixar de enxergar que o Mito ainda estava lá. Um artista exigente que fazia questão de pensar no público, para que a parte orgânica de seu show lembrasse aos fãs aquilo que eles gostaram tanto, em seus discos. Sempre com sua voz plácida, ele demonstra todo o comando, mas ao mesmo tempo a cumplicidade com a qual exigia que os que estivessem junto a ele também sentissem. Não importa o quão grandiosa tenha ficado a estruturas de seus shows. A preocupação em realizar um Espetáculo que estava sendo levada em conta. Por vezes a capela, por vezes para acertar o timing, de suas músicas, mas nunca como um ditador, sempre dizendo: “É por isso que nós ensaiamos”. A palavra nós tem conotação e uma importância tal que uma das cenas mais bonitas do filme é quando sua guitarrista para de tocar junto com o resto do arranjo, e Michael chega para ela e diz: “Não pare, essa é sua deixa para brilhar”, e a conduz com sua voz com a maneira que ela deve tocar sua guitarra. O mesmo se pode dizer de suas vocais que ensaia com ele “I Just can´t stop loving you”. Fora o clima de molecagem com os seus dançarinos que a cada ensaio ficava no gargarejo fazendo o papel de platéia. Falando do diretor do espetáculo, que cara competente, e que pai por assim dizer, um zelo que talvez tivesse tido em sua família, quem sabe sua vida não tivesse sido bem melhor. Falando em referencia cinematográficas, o que é Michael Jackson inserido em uma cena de Gilda? Que maravilhoso aquilo, quase que premonitório, como soubesse que aquela cena inserida em seu show iria para o cinema. A presença do Michael Jackson militante de suas causas ecológicas também não poderia faltar, com uma atuação de uma garotinha no clipe do show espetacular. “Alguma lágrima?”, por incrível que pareça, em Billie Jean, por mais que ele tivesse outras músicas em seu repertório que denotassem mais emoção, não tem como não cantar junto toda a malandragem dessa música e nessa hora eu realmente após meses de sua partida, eu derramei lágrimas por sua ausência. Duas semanas é muito pouco para um filme tão importante assim. Então é isso. This is it. Escrevi esse texto escutando BAD, meu disco preferido do Rei do Pop.

Publicado por: QUEIROZ -- http://escritosmalditos.blogspot.com/

Sidney Lumet – Quanto mais velho, melhor

Antes que o Diabo VocêCom mais de 80 anos, e alguns anos sem dirigir para o cinema, após uma fase morna, onde foi de certa forma obrigado pelos estúdios a dirigir filmes medíocres e sem sucesso (nem de crítica nem de público) como “A Manhã Seguinte” (1986), “Negócios de Família” (1989), o diretor Sidney Lumet, com “Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto”, tem o vigor de um jovem diretor independente. O filme tem um roteiro enxuto, embora não-convencional (com suas idas e vindas no tempo), poucos personagens, mas bem desenvolvidos e entregues aos atores certos, e uma trama que prende. À medida que a história vai se desenrolando, é fácil perceber que o filme antevê o fracasso do plano inicial, e vai nos revelando aos poucos as terríveis consequências. Como Mike Nichols (e sua volta também triunfante, com “Closer -- Perto Demais”), parece que Lumet tem seu recado de ancião para dar ao mundo (através dos espectadores de seu filme): vivemos uma crise sem precedentes de valores morais e éticos, as pessoas estão perdidas, mas seu olhar parece vê-las como vítimas e não vilões. “Antes..” é um filme forte. Não há nada de incrivelmente original (seria muito pedir isso a um cineasta com mais de 80 anos..), mas é um filme feito com honestidade, talento e cuidados aos detalhes, que parecem perdidos no tempo da velha Hollywodd pós-decada de 70. Vale a pena!

Publicado por: Sidnei Cassal

Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto Seja o 1º a comentar
O diferente de todos….

O tema alienígenas já foi muito explorado. Sempre quando vamos assistir a um filme abrangendo este tema, já sabemos tudo o que vai acontecer no filme. Sabemos que uma nave se alojará sobre a cidade, ou na cidade. Os humanos tentarão fazer contato, e após isto, os aliens saírão de suas naves, e começarão, com raios e armas ultra-avançadas, a destruir o nosso planeta, exterminar a raça humana. E por fim, quando a projeção estiver se encerrando, os intrusos vindos de outro planeta serão mandados embora ou serão destruídos, e a Terra irá se salvar. Clichê, não?! Ok, alguns filmes, com esta mesma história conseguem se sair bem, mas claro, com alguns auxílios, como a direção, a edição, e inovações na parte técnica. Mas, para um filme de alienígenas surpreender, é necessário que ele seja original, e “Distrito 9″ é muito, muito original! Os primeiros, não sei ao certo, 40 min. de projeção são gravados com a mesma técnica de filmes como “A Bruxa de Blair”, “Cloverfield -- Monstro”, “REC”, “Filme Caseiro”, “Quarentena” e “Mar Aberto”, mas com uma pequena diferença: não é gravada com uma câmera caseira, e sim, com uma câmera de reportagens. Adoro este estilo de filmagens, pois nos permite ver somente o que os personagens vêem. Da mais veracidade ao filme. Enfim, depois de mais ou menos 40 min., quando o personagem sai do Distrito 9, começamos a ver o filme aos ângulos da câmera do próprio cineasta. Mas as inovações não param por ai. “Distrito 9″ assume o estilo de narrativa documental, ou seja, durante a projeção, somos apresentados a depoimentos de pessoas que se envolveram com o caso, que participaram do caso, ou até mesmo, moradores que estavam perto da região do Distrito 9. O filme ainda, em alguns momentos nos apresenta a cenas gravadas do ângulo de uma câmera de segurança. Incrível! O novato Neill Blomkamp, dirige este filme, o seu primeiro longa-metragem, antes ele somente fazia filmes de curta metragem, como “Yellow”, “Halo” e “Alive in Joburg”, no qual este filme foi baseado. Neill Blomkamp. Gravem bem este nome, pois este é um diretor muito promissor na carreira de longa metragens. Tudo neste filme é novidade, até a história, regida por um ótimo roteiro, escrito também por Blomkamp, que narra a história de uma nave alienígena que se instala em cima de Joanesburgo. Após anos, e anos, o governo entra na nave e resgata os alienígenas, que nela estavam, e os abrigaram num local chamado Distrito 9. Mas a coexistência pacífica entre humanos e alienígenas começa a ser rompida. Então, o governo decide transferi-los para uma área mais longe da cidade, e uma equipe é encarregada de dar a notícia aos aliens, mas o capitão desta missão entra em contato com um objeto alienígena, e começa a mudar… De resto, nem preciso comentar muito, que é impecável, desde a parte técnica inteira, se destacando a fotografia, até as atuações, enfim, magnífico! Não esperava que este filme seria tão bom assim, uma das grandes surpresas do ano!Obrigado Peter Jackson por produzir este filme, e dar incentivo a, aparentemente, grande carreia que Neill Blomkamp terá.

Publicado por: Selton Dutra Zen -- cdecinema.blogspot.com