Ets da quebrada

Distrito 9 VOCÊEu esperava o Ensaio sobre a cegueira dos Ets, mas não é. Em nenhum momento você se sente absorvido pelo ambiente do Distrito 9, senti falta disso, o ponto de vista não do invasor, mas do local, assim como o Camarão Christopher e seu filho. O Wikus (Sharlto Copley) é um bom personagem, por não ser nem bom, nem mau, ele tem deslizes por uma questão de pura ignorância, mas quando infectado reage da maneira egoísta como agiria qualquer pessoa, até por causa da maneira como a MNU, trata os Camarões. Aliais é fácil traçar paralelos entre Wikus e Seth (Jeff Goldblum) de A Mosca de Cronenberg. Nem parece que o filme tem mais de uma hora, tendo em vista o ritmo frenético, ainda mais no terceiro ato ganhando as características de um ótimo filme de ação. Há, por ventura, contradições como, por exemplo, em um momento Christopher diz a Wikus (Sharlto Copley) que não pode deixar seu povo virar cobaia, mas quando tem a oportunidade de fugir o faz sem a tal preocupação. Gostei da maneira como concluiu, mas ao invés do Wikus se tornar o Camarão na sua alma, a exemplo de Christopher, fica limitado a sua aparência.

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“Eu acho que essa é minha obra prima”

bastardos inglóriosEsse foi o ano dos filmes da 2.ª Guerra Mundial, tivemos O Leitor de Stephen Daldry, Operação Valkiria de Bryan Singer e no Brasil, Tempos de Paz que fala do drama de um Polonês que sobreviveu aos horrores da Guerra. Levando em conta que O Leitor questiona o que você faria no lugar deles, Valkiria fala dos que lutaram contra o regime estabelecido, e Tempos de Paz dos pontos em comum entre as torturas de guerra e os porões da ditadura, consideramos que todos têm em comum, buscar na realidade uma base para poder discutir bem o assunto. Bastardos Inglórios, não tem essa pretensão, até disserta bem sobre certos fatos históricos, cinematográficos e faz divertidas referencias, mas deve ser encarado com a mesma seriedade de alguém que está assistindo a Kill Bill Vol.1 ou Vol.2. Ou seja, não pense que ira a sala de cinema assistir a uma obra edificante no que tange ao ponto de vista histórico e tudo mais. Não, apesar de ser ambientado na segunda guerra, é cinema para diversão, assim como qualquer outra obra que Tarantino tenha realizado até hoje. Mas, claro, ele realiza isso da maneira mais refinada possível, e na força dos idiomas e diálogos que prendem nossa atenção durante 153min. de duração. Sem dúvida nenhuma o grande destaque do filme fica por conta do oficial Landa (Christoph Waltz), com seus interrogatórios inteligentes e precisos, e todos os seus trejeitos e sua habilidade em falar várias línguas. Bate uma certa frustração em o cartaz destacar tanto os Bastardos, mas aquilo que o trailer vende, não chega a ser a gasolina do filme. Temos sim os escalpos e a violência pontual de Taranta, mas reside no terror psicológico, os pontos de maior violência do filme. A subtrama da francesa Emanuelle (Mélanie Laurent) dá um rumo muito mais interessante ao filme do que as pretensões dos Bastardos. Poderia ganhar todos os rolos, se não tivesse um se queimado, como os vários nas cenas do próprio filme, ao vermos a morte de certa figura histórica. Não precisava. Pulp Fiction ainda é A sua obra prima.

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O menino, o velho e o vento!

“UP -- Altas Aventuras” é magnífico! Os estúdios Disney Pixar provam, mais uma vez, do que são capazes. Quando vamos assistir a um filme de animação deste estúdio, é certo que a animação será uma magnífica experiência cinematográfica. As animações da Disney Pixar vão mais além do que apenas uma simples animação, para toda a família assistir juntos, elas prezam pelo emocional, e conseguem emocionar como um outro filme interpretado por pessoas humanas. Enfim, na minha lista dos melhores filmes de animação, “UP -- Altas Aventuras” ocupa o segundo lugar da minha lista, sendo rebaixado somente por “Wall -- E”, que para mim, é quase que insuperável. Como sempre, os filmes D/P (Disney/Pixar) se superam e melhoram cada vez mais em termos técnicos, como computadorização, som, mixagem de som e dublagem. Na verdade, não é só com os aspectos técnicos que as animações da D/P, vão se superando. Elas também usam os erros das outras animações para não errarem daquele mesmo jeito. Incrível! Os personagens de “UP -- Altas Aventuras” são muito bem desenvolvidos, e cada um consegue, do seu jeito, manifestar-nos emoções de algum tipo. Sejam elas, pena, tristeza, alegria, risos, agonia, entre outras muitas emoções… Tudo nesta animação se encaixa numa perfeita harmonia, formando assim, um ótimo exemplo do gênero animação. O filme conta a história de um senhor que, decide realizar o sonho de vida de sua mulher, quando a mesma morre. Este sonho era encontrar uma floresta secreta, povoada por animais diferentes, e lá, fixar sua casa. Quando chegam lá, encontram outros seres, e entram em perigo extremo. Vale muito a pena assistir a este filme. Ao final da sessão, quando as luzes se acenderam, este filme foi aplaudido, e com razão!

Publicado por: Selton Dutra Zen -- cdecinema.blogspot.com

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Loucuras, loucuras e mais loucuras!

Como um filme com praticamente premissa nenhuma, consegue ser tão bom, e nos surpreender? Pelo seu hilário, ótimo, original e exótico roteiro. O mesmo é o fator mais importante do filme. Na verdade, é o que dá mais crédito ao filme. Ele é simplesmente hilário e fantástico, com cenas absurdas, mas divertidas. Com cenas tão improváveis, mas tão improváveis, que isto é que nos faz rir. Quando pensamos que a situação não tem como piorar, o roteiro nos espera com uma surpresa a mais. Incrível! Fabuloso! Uma das melhores (se não a melhor) comédia do ano! Uma grande surpresa! O trio principal do filme se encaixa muito bem, numa sincronizada harmonia, onde a falha ou a falta de um ator ou personagem é coberta pelo outro. Ou seja, um ator completa o outro, e isto é muito bom! A parte técnica do filme é simples, mas consegue exercer muito bem o seu papel no filme. Somente há um erro em “Se Beber, Não Case”: as músicas. Não que sejam chatas, pelo contrário, as músicas que tocam no filme são músicas muito boas, mas o problema é que elas não foram bem empregadas. No começo, somos entupidos de músicas, de diferentes gêneros, diferentes cantores e ritmos, o que prejudicou um pouco o filme. Mas não a ponto de o deixá-lo mais inferior. Recomendo muito este filme. Se você estiver cansado, deprimido, triste, assista Se Beber Não Case, você se sentirá muito, muito melhor! Vale a pena!

Publicado por: Selton Dutra Zen

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A Erva do Rato

A Erva do Rato VocêA Erva do Rato fala de casamento de uma maneira bem diferente da habitual. Não estou falando dos dogmas, cerimônias e coisa e tal, mas da vida à dois, de sua rotina estafante e como um novo elemento na relação pode fazer diferença. No caso, um rato. Apresentar um cinema com uma proposta diferente da convencional não é fácil. A obra pode ser facilmente ser taxada de porcaria, sem que a pessoas compreendam que pode sim no cinema, alguém apresentar algo que se distancie da mensagem, da solução para o problema, ou seja, que simplesmente, jogue você para aquele ambiente inóspito na vida de um casal. Selton e Alessandra encarnam desconhecidos que foram unidos pela morte. Selton cada vez mais se especializa em tipos que se comunicam e incomodam outras pessoas, mas parecem estar imersos em um universo interior tão grande, como foi em Cheiro do Ralo, A Mulher Invisível, seriam os introspectivos que sabem se expressar. E uma evolução que já tinha percebido, em Jean Charles, que o Selton tem conseguido trabalhar melhor seu lado emotivo, realmente sou fã de Selton Mello e é o único grande ator brasileiro que eu realmente me identifico. Alessandra Negrini, exibe suas belas formas nuas que já figuraram nas páginas daquela Revista de Mulher Nua, e no popular, seria a única coisa que presta no filme. Pois, é difícil aceitar uma proposta tão diferente no cinema, talvez no teatro cairia como uma luva, mas parece que para muitas pessoas o cinema está aí para apresentar o que lhe é de seu agrado. Mas, eu tenho que concordar que faltou o tal pulo na trama, algo que imaginei ao ler a sinopse. Sua conclusão causou um mal estar em mim e no resto das pessoas da sala, mas aplaudo, Selton e Alessandra por segurarem a peteca até o fim.

Publicado por: QUEIROZ -- http://escritosmalditos.blogspot.com/

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Terrorivelmente lindo

Um casal que durante toda a história não dizem seus nomes. Mas pra que um nome com uma história dessas? Dividido em capítulos o filme se mostra tenso desde o começo, com a cena do filho do casal caindo da janela. Enquanto isso o casal aparece em uma cena de sexo explícito em câmera lenta. Depois disso a mulher fica depressiva, e o marido tenta recuperá-la. Descobre que ela tem medo de voltar para uma floresta, na qual foi escrever um livro. Dentro da floresta eles ficam em uma cabana, que a cada momento ele entende oque aconteceu para sua mulher ficar daquele jeito. A fotgrafia do filme é um espetáculo. Esse é um filme que me deixou muito surpreso, nada previsível, com imagens fortes, um nojo necessário para causar o impacto perfeito no espectador. Uma das maiores surpresas que tive esse ano.

Publicado por: Fabiano Kaczorowsky Junior

Run Forrest, Run!

Certo dia meu pai me trouxe um filme para eu ver, quando eu tinha uns 8 anos. Vi aquela capa que na época não me chamava atenção, aliás, filmes de drama nem me interessavam! Mas um dia quando não estava fazendo nada, fui ver o filme, esse filme era Forrest Gump. No final do longa, eu não acreditei no que eu tinha vista, era sim uma verdadeira obra de arte.  Que fotografia belíssima que é a do filme, mostrando diversos cenários da historia americana. Realmente, Robert Zemeckis é um gênio, conseguindo mesclar a comédia, a ação, o drama, e tudo em apenas um filme, criando um clima extremamente agradável! Não podemos tirar os creditos do roteiro também, que é impecável. E se você acha que acabou por aí está enganado, pois uma das melhores coisas do filme é a maravilhosa atuação de Tom Hanks, e sim, esse é sua melhor atuação e seu melhor filme. Forrest Gump é imperdível… Se tornou meu filme preferido, e foi quem me fez virar fã de Cinema, do Tom Hanks e de Robert Zemeckis.
Run, Forrest, Run!

Publicado por: Júlio Pereira

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“Eu do meu lado aprendendo a ser louco”

Os Normais 2 VOCÊA graça dos Normais, Rui (Luis Fernando Guimarães) e Vani (Fernanda Torres), é eles não se adaptarem à situações que são as mais “normais”: Falta de público entusiasmado em videoquê, um relacionamento longo sem sexo, fio terra, fumar um cachimbo da paz evitando paranóia… Coisas que se tornaram mais do que normais. Vani, a mulher mais gostosa do mundo, isso digo eu, resolve que para aquecer sua relação, ela e Rui precisam de um ménage a troi, e esta sugere, uma mulher para tal. É engraçado pensar que ela sendo tão mais esperta do que ele, pense em algo que vai ser mais do agrado dele, do que dela, afinal ela terá que encher a cara para encarar uma… Desastrados e engraçados ao máximo na sua tarefa de encontrar uma parceira disponível para tanto. Mas, os Normais 2 tem alguma mensagem para os casais? Para que procurar outra pessoa, se a que está ao seu lado, está de bom tamanho? Ou melhor rir é ainda o melhor remédio.

Publicado por: QUEIROZ -- http://escritosmalditos.blogspot.com/

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“Magnum Opus” da sétima arte

Após nos brindar com clássicos como: Laranja Mecânica, Taxi Driver, Apocalypse Now, Chinatown, Um Estranho no Ninho, Touro Indomável, O Iluminado, Operação França, Noivo Neurótico Noiva Nervosa, A Conversação, Monty Python: Em Busca do Cálice Sagrado, Rocky um Lutador, Star Wars: Uma Nova Esperança, Tubarão, Rede de Intrigas, Loucuras de Verão, O Franco-Atirador, Contatos Imediatos do Terceiro Grau, O Exorcista, Harold & Maude e O Homem Que Queria Ser Rei, não nos resta dúvida alguma de que a década de 70 foi a mais importante para a história do cinema. Entretanto, nenhum filme marcou mais os anos 70 do que as duas primeiras partes da trilogia ?O Poderoso Chefão?, sobretudo a primeira parte que é ainda mais excelente do que a segunda. Mas o que faz de ?O Poderoso Chefão? uma película tão marcante para a história do cinema? Seria a mágica atuação de Marlon Brando como Don Vito Corleone (eleita a melhor atuação masculina da história do cinema)? Seria a direção extremamente detalhista de Francis Ford Coppola (eleita uma das dez melhores direções da história do cinema)? Seria o complexo roteiro de Mario Puzo (eleito o segundo melhor roteiro da história do cinema) que nos apresenta à história de um homem cuja ambição e sede por poder vai destruindo completamente a sua família e tornando a vida deste cada vez mais triste e solitária? Ou seria então a belíssima trilha-sonora composta por Nino Rota (eleita a melhor trilha-sonora da história do cinema)? Particularmente, creio que a obra-prima do soberbo diretor Francis Ford Coppola seja a união de tudo isto e muito mais. Digo isto, pois para mim ?O Poderoso Chefão? é muito mais do que uma excelente obra cinematográfica, é a reunião de inúmeras cenas inesquecíveis que são projetadas na tela ao longo de aproximadamente 180 minutos. Entre tais cenas, as mais inesquecíveis são: o casamento de Connie, a cabeça de cavalo, o tiroteio no restaurante, o tiroteio na auto-estrada e aquela que pode ser considerada a mais bela cena da história do cinema: o romance de Michael e Apolônia.

Publicado por: Daniel Esteves de Barros -- www.cinephylum.com.br

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Complexamente lapidado

Mesmo não sendo uma obra tão inesquecível e cativante quanto a primeira, esta segunda parte da trilogia ? ?O Poderoso Chefão? possui uma história infinitamente mais complexa, madura e bem desenvolvida que a do primeiro filme. Em primeiro plano temos a continuação da saga de ?Michael Corleone? que, após escapar ileso de um atentado planejado contra ele por um de seus inimigos, decide investigar quem seria o suposto mandante do homicídio. Apesar de não conter seqüências de ação, a estória ?prende? o espectador pela maneira como vai sendo desenvolvida com o desenrolar do filme e pelo clima de mistério que esta confere ao mesmo (durante várias vezes flagrei-me perguntando: ?Quem almeja matar quem e por qual motivo??). Outro ponto forte desta estória é o fato dela retratar (ainda que seja apenas de soslaio) a Revolução Cubana que colocou Fidel Castro no poder. Em segundo plano temos a saga de ?Vito Andolini? que, após ter os pais e o único irmão assassinados, foge de sua terra natal (?Corleone?) e ruma para ?Nova York?, onde tem o nome alterado para ?Vito Corleone?. Passam-se vários anos e ?Vito? entra em conflito com ?Don Fanucci? (um mafioso cruel que extorquia dinheiro dos comerciantes italianos residentes em ?Nova York?). O rapaz decide então eliminar o seu desafeto e, após isso, se reúne a alguns amigos dando inicio à sua vida no submundo do crime. A estória de ?Vito? pode não ser tão complexa quanto a de ?Michael?, mas ainda assim ela é bem desenvolvida, conferindo um forte clima italiano e uma dose extra de beleza e magia ao filme (assim como acontece com o seu antecessor). Outro grande destaque do longa é a montagem deste que alterna magistralmente entre a história do ?passado? e a do ?presente? fazendo com que ambas não fiquem cansativas e/ou confusas em momento algum. As atuações estão todas ótimas (?Al Pacino? está extremamente inexpressivo, mas devemos levar em conta que o seu personagem é um homem sério e sisudo e isso faz com que o ator necessite realizar uma atuação inexpressiva, apesar de ele mudar o tom de voz perfeitamente sempre que necessário).

Publicado por: Daniel Esteves de Barros -- www.cinephylum.com.br

O Poderoso Chefão - Parte II Seja o 1º a comentar