Nunca gostei da franquia “Shrek”. Para mim, esta franquia é nada mais nada menos que uma tentativa desesperada da DreamWorks de alcançar a Disney/Pixar, mas claro, isso está longe de acontecer. Concordo que a DreamWorks tenha produzido animações de alto nível e realmente muito boas, mas nenhuma até hoje conseguiu chegar aos pés das animações da Disney/Pixar. A franquia teve seu primeiro filme lançado em 2001, que se intitulava “Shrek”, que considero um filme mediano. Em 2004, foi lançada sua continuação, “Shrek 2″, que considero um filme ruim. Mais tarde, em 2007, “Shrek Terceiro” foi lançado, e foi para mim, o pior filme da série. Então, chega a hora de a série acabar (até que enfim!), e, para encerrar a série, surge “Shrek Para Sempre”, que prometia fechar a série com chave de ouro. Esperando sair impressionado do cinema, fui assisti-lo. E, mais uma vez, me decepcionei com o resultado. Considero este o melhor filme da série, porém não passa de um filme mediano. “Shrek Para Sempre” tem no roteiro seu maior problema. Nos primeiros 20 minutos de projeção, o filme se sai bem, explora a história e parece adotar um estilo de narrativa e uma história original para uma animação. Conforme os minutos vão se passando, temos a impressão de que a produção vai se acelerando. Se no início éramos apresentados aos personagens e íamos a fundo em seus sentimentos, depois de um tempo, temos a impressão de que o filme corre contra o tempo, e acelera o desenrolar da história. O desfecho surge muito rápido e acaba muito rápido. Então, quando “Shrek Para Sempre” se encerra, ficamos com a impressão de algo faltando. Além disso, o filme é repleto de piadas sem graça, e as melhores partes (as mais “engraçadas” e “entusiasmantes”) constam no trailer, estragando assim, as melhores partes do filme. Infelizmente não pude ouvir as vozes de Cameron Diaz, Mike Myers, Antonio Banderas e Eddie Murphy, pois assisti a versão dublada. “Shrek Para Sempre” possui a história, aparentemente, mais original dos três filmes: Shrek está entediado com sua vida, agora ninguém mais tem medo dele, sua vida se tornou monótona. Ele, então, assina um acordo com um golpista e, imediatamente, é transportado para um mundo alternativo, onde os ogros são caçados por bruxas e o reino de Tão, Tão Distante tem o golpista como rei. Os ogros formam uma resistência, liderada por Fiona, para derrotar o tirano rei e reestabelecer a ordem. Embora tenha uma história um tanto promissora, “Shrek Para Sempre” decepciona.
Publicado por: Selton Dutra Zen -- cdecinema.blogspot.com
À Prova de Morte é um filme do Tarantino que faz referência ao próprio. Desde um celular tocando um assovio de Kill Bill ao Red Apple, Tarantino demonstra seu lado narcisista. Creio que o tema do filme seja esse: A Vaidade. Gostosas inacreditáveis rebolam seus lindos corpos usando shortinhos dos mais agradáveis aos olhos masculinos, e alguns femininos é bem verdade, enquanto as garotas podem desfrutar do charme de Kurt Russel na pele do dublê Mike. Ainda se pautando na força dos diálogos, Tarantino tem o dom de escolher músicas certas para determinada cena. Aqui a que ganha o ar de antológica é sem dúvida a trilha da dança suja da gostosa Butterfly (Vanessa Ferlito). Quentin aproveita para tirar um sarro dos fãs de John Hughes, e digo bons tempos que filme menininha era os dele, e sobra também para 90 minutos com a Angie. Eu fui ao cinema munido de algumas informações, uma delas que o filme se dividiria na primeira parte bem Tarantino e a segunda parte, seria o Tarantino fingindo que foi realizado por outro diretor, mas creio que diferente de muita gente que falou, o filme não perde um fio de cabelo de Tarantino (apesar que cá entre nós, o mesmo está ficando meio careca). A verborragia, a trilha sonora impecável e o feminismo durão são suas marcas registradas do começo ao fim.
Publicado por: QUEIROZ -- http://escritosmalditos.blogspot.com/
Quem acompanha minhas críticas no C de Cinema sabe que eu sou fã de Quentin Tarantino, principalmente por “Kill Bill vol. 1″. “À Prova de Morte” está longe de superar a saga da noiva atrás de vingança, mas é outro trabalho de qualidade do diretor que possui uma filmografia pequena, comparado a outros grandes diretores de Hollywood, mas recheada de obras-primas. Como disse, À Prova de Morte” está longe de ser uma obra-prima, mas é um filme muito bom, que vale a pena ser assistido. Tarantino, quando pequeno, trabalhou em uma locadora de filmes. Lá, ele assistia de tudo, desde filmes de samurai, até filmes trash. E foi daí que Tarantino teve a ideia de fazer este filme, para homenagear os filmes trash que assistia. Junto com outro diretor renomado e amigo seu, Robert Rodriguez, eles criaram um filme chamado “Grindhouse”, título que homenageia as salas onde eram exibidos estes filmes (trash). “Grindhouse” era um filme enorme, onde constavam dois projetos: um de Robert Rodriguez, intitulado “Planeta Terror” e um de Quentin Tarantino, intitulado “À Prova de Morte”. Como “Grindhouse” não foi bem recebido nos E.U.A, os dois diretores decidiram separar os projetos e lançá-los individualmente. “À Prova de Morte” demorou 3 anos para ser lançado aqui no Brasil. Como é de praxe do diretor, este filme é recheado de referências e homenagens a outros filmes, alguns seus, outros não. Esta produção, por homenagear filmes trash, possui características de um filme trash. O filme então, possui envelhecimento artificial, e constantes riscos na tela. Vemos cortes mal feitos, erros de sincronização, fotografia, em certos pontos horrível (claro que proposital) e defeitos na imagem. E não só a parte técnica remete à filmes trash, como também o roteiro. Assim, presenciamos diálogos clichês e (as vezes) machistas, os mesmos são recheados de palavrões e linguagem vulgar. E, ainda no roteiro, a própria história é típica de um filme trash: possui muita violência, muito sangue e um grupo de garotas, que mais tarde morrerão ou serão heroínas da história. E por falar em roteiro, há uma constante nos filmes de Tarantino não acontece neste filme: o roteiro não linear. “À Prova de Morte” é um filme linear. A única coisa que me incomodou neste filme foi que em sua segunda parte (após o assassino sair do hospital), o filme perde seu envelhecimento artificial e isso prejudicou muito a produção. Mas mesmo assim, “À Prova de Morte” possui mais pontos positivos que negativos e se sai muito bem. A história: Três amigas saem para aproveitar a noite. Um homem misterioso, que possui um carro à prova de morte as observa… Isso é o início da primeira parte. Enfim, vale a pena tanto para quem gosta, quanto para quem não gosta de filmes trash.
Publicado por: Selton Dutra Zen -- cdecinema.blogspot.com
Ouvi e já disse varias vezes a frase “Shrek já deu o que tinha que dar”. Este foi o efeito negativo que o terceiro capitulo da serie causou, do qual eu participei ,e que desencadeou em um certo preconceito quanto ao quarto e ultimo titulo da serie. Se antes eu pensava que se trataria de algo pior que seu antecessor, tendo como único objetivo arrecadar mais dinheiro eu volto atrás e digo que esse tenha tido acima de tudo a intenção de nos fazer esquecer o terceiro e assim dar realmente um final feliz para Shrek.
O Filme decepciona de diversas formas, o humor que era um dos pontos chaves da franquia agora não foi muito bem aproveitado, os vilões também não, como o Flautista que não demonstrou nenhum traço de personalidade, e as bruxas totalmente iguais e inexpressivas. As cenas mais bem trabalhadas são as de Drama, não dando a atenção merecida para o humor que não se sustenta por conta dos elementos antigos, como por exemplo o Burro, que desta vez não arranca muitas risadas como antigamente, as cenas de ação não são muito eficientes, mas o visual e o 3D do filme foram muito bem trabalhados.
Resumindo, Shrek Para Sempre é superior ao seu antecessor mas não deixa de ser um filme mediano que não consegue salvar a reputação da franquia ,mas consegue um final melhor e menos lamentável que o do terceiro.
Publicado por: QUARTIER -- http://quartierpage.com/
Publicado por: Luan Marcel
Em 2001 eu estava no auge dos meus 9 anos, e para encerrar as férias de julho(tenho quase certeza que foi nas férias) fui assistir shrek, um filme sobre um ogro verde, que me divertiu muito. Assisti todas as sequências no cinema e devo a esse bicho verde um par de ingressos pra o cinema que o cinema com rapadura me deu, no rapadurafone (http://migre.me/Wc6u).Resumindo, a saga de shrek me acompanhou e chegou a hora felizes para sempre, do fim.
O filme é divertido e mantêm o estilo da série: várias piadas sobre contos de fadas e algumas piadas mais inteligentes que as crianças não entendem. A história inicia com a nova vida de Shrek, casado e com filhos. Ele, porém, não se adaptou bem a essa vida e sonha com os dias de ogro que já se foram. Então um novo personagem aparece, Rumpelstiltskin, e lhe abre a possibilidade de viver mais um dia como ogro selvagem.
O novo vilão do filme é o mais divertido da série e chama o filme pra si, fazendo você prestar atenção nele. Alem disso ele traz um pouco de cada vilão da série: baixinho e ranzinza como o Lord Farquaad, com poderes como a fada madrinha e arrogante como o príncipe encantado. Alias, o filme todo é um passeio pelos filmes anteriores de shrek, visitando locais e cenas já vividos pelo heroi. Há, em alguns momentos uma sensação de déjà vu em algumas cenas. Mas não considero isso um aspecto ruim. É apenas os outros filmes também querendo dar tchau.
Shrek para sempre chegou pra me lembrar da franquia que também me acompanha da minha infância. Me lembrar a valorizar o que eu sou no momento, e o que me trouxe até aqui. A valorizar a família. Enfim é um bom filme e passa bem a mensagem que pretende. E vale a pena pra quem curtiu a série acompanhar os créditos. Na sessão que eu assisti boa parte da sala ficou até o fim.
Publicado por: Marcelo Nen -- celonen@gmail.com
Acabei de assistir A Caixa -- com Cameron Diaz -- e realmente esperava mais, bem mais. Mas não posso dizer que o filme não foi bem executado e que não tem seu valor.
O filme se passa 1979 e -- preciso ressaltar isso -- a fotografia fantástica do filme nos faz crer que realmente se passa nessa época, além de dar um tom sobrio aos personagens (o que é interessante). Diria até que remete à O Iluminado.
E de acordo com a drama, que conta a história de uma família que recebe a visita de um misterioso e estranho homem que os entrega uma caixa e propõem o seguinte: se apertarem o botão, alguém no mundo morre, porém vocês ganharão um milhão de reais,vocês tem até amanhã para decidir. Muito interessante né? Também achei, mas baseado nisso achava que o filme seria de um jeito -- algo menos grandioso, sei lá… -- e foi de outro. Diria até que é surpreendente -- ruim -- pois quebra a expectativa.
Resumindo: é um filme muito misterioso, com boas cenas de suspense e agonia, uma boa mensagem (sério) e um final que vai ganhando um desfecho a partir do meio para o final (e é isso que eu menos gostei, esperava algo mais surpreendente).
Acho que vale o ingresso, e sim, nos conduz à uma nova experiência. Mas… três películas pra você, Caixa!
Publicado por: Mauricio Flora
Freaks é de longe o mais fantástico filme de Tod Browning, o filme é baseado na estória Spurs, sobre um grupo de seres humanos deformados, expostos como aberrações num circo. O filme sofreu uma das maiores censuras, melhor dizendo, crime da historia do cinema, com um corte de 30 minutos (considerados perdidos), só restando pouco mais de 1 hora de duração. O filme conta a estória do anão Hans que se apaixona pela trapezista Cleópatra, que o ignora até descobrir que Hans herdou uma grande herança, planejando então junto com seu amante Hercules, se casar com o anão, matá-lo e roubar sua herança, só que então os outros monstrinhos do circo descobrem tal plano e resolvem se vingar. Quando lançado no início dos anos 30, a reação do público foi de repulsa e choque. Uma mulher chegou a acusar o filme de tê-la feita sofrer um aborto espontâneo durante sua exibição, foi censurado até os anos 60 até ser redescoberto pelos cinéfilos. A cena do casamento é uma das cenas mais antológicas do cinema. Vale falar também do casal Phroso e Venus, que são os únicos normais que não humilham os monstros. O filme exibe a verdade triste, nua e crua dos circos bizarros, na genial direção de Tod Browning. Sejam pelas atuações,pelo roteiro,pela direção ou pelas cenas antológicas, Freaks é um clássico que merece estar de estante de todo cinéfilo.
Publicado por: Valério de Assis
Atualmente, os filmes de animação estão evoluindo, gradativamente, de filmes infantis divertidos à obras-primas profundas e com um certo teor adulto. Hoje, vemos filmes como “Persépolis” e “Valsa com Bashir”, onde somos apresentados a cenas de nudez e violência. E não só filmes menos populares, mas também animações de grandes estúdios, como “Wall-E” (meu filme de animação preferido), que consegue passar a mesma emoção de um filme live-action e possui uma história muito profunda. Filmes de animação hoje, significam diversão tanto para os adultos como para as crianças. Cada vez mais as histórias vão ficando mais profundas, e os personagens mais marcantes e tocantes. Um estúdio que faz muito bem isso é a Disney/Pixar. Suas produções são sempre profundas, tocantes e divertidíssimas. Até “Monstros S.A”, as animações produzidas pelo estúdio visavam mais diversão e não tanto uma profundidade maior a história. Enfim, o ponto em que quero chegar é que em poucos anos podemos estar presenciando filmes de animação violentíssimos, com palavrões, drogas e sexo. Não estou criticando a evolução das produções animadas, pelo contrário, gosto de ver um filme de animação que vai fundo na história, nos emociona e nos faz guardar algum personagem por muito tempo. “Toy Story 3″ é um ótimo exemplo de como as animações estão evoluindo. Diferente dos outros dois filmes da série (que gosto bastante, aliás), “Toy Story 3″ é mais amadurecido e possui um roteiro incrível! Os personagens nesta mais nova produção Disney/Pixar são melhor desenvolvidos e até a trama é mais aprofundada, e, consequentemente, o filme se torna muito mais emocionante. Há cenas em que somos tocados profundamente e há cenas que nos geram revolta ou decepção. E claro, a própria animação é muito bem modelada e rica em detalhes. Como em qualquer outro filme, a Disney/pixar da um show nesta sua mais nova animação! Está longe de superar “Wall-E”, mas vale muito a pena, é divertido e emocionante. Desta vez, acompanhamos os brinquedos de Andy em um jardim de infância, lugar onde vão parar após um mal entendido. De início, tudo parece perfeito, mas conforme o tempo vai passando, os brinquedos vão percebendo que nem tudo é como eles imaginavam. ‘Toy Story 3″ é diversão garantida tanto para crianças, quanto para adultos. Vale conferir!
Publicado por: Selton Dutra Zen -- cdecinema.blogspot.com
A Man Who Was Superman chama atenção logo pelo seu trailer que logo de cara nos faz lembrar de Superman -- O Retorno. [spoiler]O filme é baseado na historia real de LEE Hyun-suk que foi baleado na cabeça em 27 do maio de 1980, e no ultimo ano de sua vida viveu acreditando que era o Super-Homem.[/spoiler]Somos aprensentados a Soo-jung Song,uma reporter que logo após ser roubada e atropelada é ajudada pelo nosso Super-Homem de camisa florida,logo então se interesa em fazer um documentario sobre o tal.Em vários momentos o filme passa uma mensagem ecologica em relação ao aquecimento global.O filme vai da comedia ao drama e vice-versa de uma forma inacreditavel, a ponto de fazer rir e chorar ao mesmo tempo,a trilha sonora se encaixa perfeitamente em todos os momentos do filme. A genial direção de CHUNG Yoon-chul ,no deixa em duvida em certos momentos do que é real e do queé imaginação do nosso Superman,até que o proximo take nos revela o que realmente está acontecendo. A atuação de HWANG Jung-min é perfeita,parece que são duas pessoas diferentes interpretando Superman e LEE. A atuação de Gianna Jun também está magnifica.Filme altamente recomendado.
Publicado por: Valério de Assis
Basicamente, um filme escrito por Bruce Dickinson, piloto-escritor-historiador-esgrimista e nas horas vagas vocalista do Iron Maiden, junto com Julian Doyle, conhecido por fazer parte do grupo inglês de humorista Monty Python, e por dirigir o video-clipe de Can I Play With Madness? do Iron Maiden.
A história do filme gira em torno do famoso e polêmico ocultista Aleister Crowley.
No filme, ele morre e reencarna em um corpo de um tímido (e gago) professor universitário.
No geral, é um filme B. Caso você vá assistir esteja ciente disso.
Este filme está mais próximo de um “exploitation” do que qualquer outra coisa, ou seja, não há pretensão de receber méritos artísticos ou comerciais.
Ele praticamente só foi rodado regionalmente e em festivais undergrounds por ai.
Chegou até ganhar alguns prêmios como no festival Cryptshow, pela originalidade do roteiro (mérito do Bruce Dickinson) entre outras coisas.
E realmente, me surpreendi com o roteiro, confesso que não botava muita fé nesse trabalho de Bruce Dickinson pois ele não é do “ramo”, mas até que ele se saiu bem em sua função, montou uma alinearidade inteligente nesse filme.
O elenco de atores no geral é bem amador, com excessão de Simon Callow, que teve uma atuação bem competente.
Alguns assuntos como universos paralelos, ocultismo, ciência, sexo e religião são tratados em alguns diálogos, sem muita profundidade.
Se você estava procurando conhecer a Thelema ou as idéias de Aleister Crowley, esquece, esse filme não te dará praticamente nada do que você está procurando.
O filme é uma boa distração.
Uma excelente pedida para as tardes de um sábado chuvoso, quando você não tem nada melhor pra fazer, quando o orkut encheu o saco, quando na TV não passa porra nenhuma que preste.
Publicado por: Gabriel Vince -- http://www.vincedesign.com.br





















