publicidade

   
Mariana Bonfim é amante da sétima arte. Já flertou muito com o cinema norte-americano, mas agora prefere affairs mais consistentes, como o cinema brasileiro, latino-americano ou europeu. Atualmente mantêm encontros periódicos com a argentina Lucrecia Martel, o espanhol Pedro Almodóvar e o brasileiro José Padilha.



M de Mulher

O portal da
mulher brasileira

Reportagens

» Mais Reportagens





Uma Crítica Ambiental Por Trás da Pancadaria

quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Quantum of Solace

Quantum of Solace

Não, meus caros leitores... não fiquem achando que meu cérebro derreteu com a superexposição à produções audiovisuais e estou agora enxergando pêlo em ovo. Sim, eu consegui interpretar uma grande crítica ambiental por trás do novo filme da franquia ‘blockbuster’ Quantum of Solace (2008). Mas vamos por partes, como diria Jack. Não o Nicholson, o Estripador. Boa parte da minha adolescência foi recheada de maratonas James Bond que passavam na TV aberta, onde pude conferir Roger Moore, Sean Connery e Pierce Brosnan como o agente secreto a serviço de sua majestade. E o que eu mais gostava era dos vilões, um mais excêntrico que o outro. O que dizer daquele fulano que tinha dentes de aço, capazes de romper o cabo do bondinho do Pão de Açúcar com uma mordida, em 007 Contra o Foguete da Morte (1979)? No mínimo, bizarro! Quando soube que Quentin Tarantino estava interessado em dar um novo rumo à franquia, realizando filmes baratos sem tanta tecnologia e efeitos especiais, fiquei extremamente empolgada. Porém o projeto Cassino Royale (2006) acabou nas mãos do diretor Martin Campbell e eu perdi o interesse na série. Acabei assistindo ao filme antes-de-ontem, por recomendações de que eu não entenderia ‘lhufas’ de Quantum of Solace sem vê-lo. Gostei bastante, destacando o jogo de pôker (sim, eu sou uma viciada em cartas... já ganhei até 100 reais numa mesa), da beleza estonteante de Eva Green como Bond Girl e de Daniel Craig dando uma vivacidade totalmente verossímil a Bond. Agora quanto ao Quantum, vamos à crítica. Levamos boa parte do longa para entender que o vilão (Mathieu Amalric de O Escafandro e a Borboleta – 2007) comprou um deserto inteiro não porque lá tinha petróleo, ou porque o local seria o melhor esconderijo para sua arma nuclear que destruiria o planeta (risada macabra do Dr. Evil... uhaaa uhaaa uhaaa). Mas porque o deserto boliviano apresenta uma das maiores reservas do planeta de ... ÁGUA! Isso mesmo, o novo roteiro de 007 já antecipa o que será obvio em anos: as grandes nações do planeta serão capazes de verdadeiras guerras, não só diplomáticas, em troca de água. E uma cena em especial exprime isso de maneira cinematograficamente belíssima: após encontrar o gigantesco depósito de água, James e sua Bond Girl (Olga Kurylenko ) vão ao vilarejo mais próximo, onde uma fila de nativos estão brigando pelo último balde da única caixa d’água do local. E daí vemos a grande metáfora e crítica ambiental que enxerguei no filme. Enquanto os grandes deportam governos e fazem transações de milhões de euros pelo ouro líquido, os pequenos se estapeiam pelo restante das gotas de dignidade e humanidade...

Poder, Luxúria e Cobiça.

terça-feira, 18 de novembro de 2008
Scarface

Scarface (1983)
Brian De Palma

Certa vez ao adentrar o Centro Acadêmico de um curso de administração, me deparei com as 3 palavras que dão título ao post: Poder, Luxúria e Cobiça. Elas estavam devidamente acompanhada de fotos e pôsters do longa Scarface (1983). É claro que meu cérebro ficou processando a informação por diversos minutos, buscando compreender o porquê de aquelas 3 palavras serem a meta para a um futuro administrador e, principalmente, o que Al Pacino e seu Tony Montana tinham a ver com aquilo. Dessa forma conclui que se um sádico traficante de cocaína cubano for um modelo de vida para nossos futuros formandos, vamos continuar tendo um Brasil de alienados que buscam apenas recompensa financeira, enquanto são governados por políticos corruptos que lideram a nação como um imenso jogo de xadrez em que as peças então usando vermelhos narizes de palhaço. Cabe também acrescentar a razão de ter colocado Scarface como Clássico em DVD da semana. Ao publicar o post sobre o filme Na Mira do Chefe (2008), apresentei o dado de que a palavra fuck é pronunciada 126 vezes durante o filme. Recebi alguns comentários questionando se o longa então batera Scarface em fucks. E graças a nossa querida Wikipédia descobri os reais detentores desse recorde. Em primeiro lugar com 246 fucks temos Os Bons Companheiros (1990) de Martin  Scorsese e a medalha de prata vai para Scarface com 182 pronúncias da referida palavra. Pelo visto o próximo Clássico em DVD deverá ir para Scorsese... aguardem!

Recorde de “Fucks” por Minuto

domingo, 16 de novembro de 2008
Na Mira do Chefe

Na Mira do Chefe

E temos um novo recorde, talvez equivalente ou superior a filmes do Tarantino ou de gângsters em geral. Em Na Mira do Chefe (2008), do diretor inglês Martin McDonagh, a palavra fuck é  pronunciada 126 vezes durante os 107 minutos de filme. É praticamente um fuck por minuto... Mas tudo bem, mesmo com um roteiro pontuado de muitos clichês do gênero além dos infindáveis palavrões, McDonagh consegue arrancar marcantes interpretações dos astros Colin Farrell (Miami Vice – 2006) e Ralph Fiennes (O Jardineiro Fiel - 2005). Talento também não falta para Brendan Gleeson (Beowulf – 2007) que rouba algumas cenas com Colin ou estabelece uma química incrível de atuação com o ator irlandês. Cabe ressaltar que os clichês existentes que apontei fazem parte do jogo de humor britânico que o cineasta propõe. Portanto, se você não curte, por exemplo, os filmes do Guy Ritchie que são lotados de piadinhas no meio da pancadaria, melhor não encarar Na Mira do Chefe. Agora se você gostar de algo do gênero, irá se deliciar, principalmente com os pseudo-conflitos éticos e morais que rondam os personagens. Para tirar a dúvida, basta conferir o trailer abaixo. E não se esqueça de contar quantos fucks tem nele...

Páginas: 1 2 3 4 5 6 7 8 ...12 13 14 Próxima